Operação mira golpe do ‘falso advogado’ e prende 14 em SP

Ação da Polícia Civil do DF cumpre 45 mandados e desarticula esquema nacional de estelionato eletrônico

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 19, a Operação Falso Advogado para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas que atuava em ao menos 11 Estados. Cerca de 70 policiais do DF participaram da operação.

A ação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos com apoio da Polícia Civil de São Paulo, resultou em 14 prisões e no cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão até o momento.

Ao todo, a Justiça expediu 45 ordens judiciais, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, cumpridas na capital paulista e em Praia Grande (SP). Segundo as investigações, o grupo aplicava o chamado “golpe do falso advogado”.

Viatura da Polícia Civil de SP: trabalho de inteligência | Foto: Divulgação/Agência SP
Viatura da Polícia Civil de SP: apoio à operação da polícia do DF | Foto: Divulgação/Agência SP

Depois de obter ilegalmente credenciais de profissionais da advocacia, os criminosos acessavam processos judiciais eletrônicos e coletavam dados detalhados das partes envolvidas. Em seguida, se passavam por advogados e solicitavam pagamentos sob o pretexto de taxas necessárias para a liberação ou conclusão de ações judiciais.

Com informações verossímeis, as vítimas eram induzidas a erro e transferiam quantias elevadas acreditando tratar com seus representantes legais.

A análise de vestígios cibernéticos e financeiros permitiu identificar a estrutura do grupo, que atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre núcleos responsáveis pela obtenção de dados, abordagem das vítimas, execução do golpe e lavagem do dinheiro.

O Banco Central suspendeu temporariamente seis instituições de pagamento, em razão do ataque hacker na BMP | Foto: Reprodução/Freepik
Quadrilha aplicava golpes cibernéticos com informações falsas | Foto: Reprodução/Freepik

Quadrilha do DF aplicava golpe do “falso advogado” em outros Estados

A investigação apontou a atuação da quadrilha em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e o Distrito Federal e outros Estados. Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens e valores para enfraquecer financeiramente a organização.

Os suspeitos poderão responder por estelionato qualificado por meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 26 anos de prisão. A operação é considerada a maior já realizada no país contra esse tipo de fraude, segundo a PCDF.

*Fonte: Revista Oeste