Presidente disse que o governo vem fiscalizando preços para punir quem ‘pratica abuso’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, nesta quinta-feira, 26, que o aumento nos preços dos combustíveis não pode ser relacionado ao conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos.
“O Irã está a 15 mil quilômetros de distância do Brasil. Por que tem que fazer guerra lá e sobrar para nós aqui? Tem gente aumentando até o etanol, que não tem nada a ver com a guerra do Irã”, disse Lula. “E tem gente aumentando o diesel, mesmo a gente dando subvenção para não aumentar.”
Em visita à fábrica da montadora Caoa, em Anápolis (GO), o petista afirmou que não vai deixar a “irresponsabilidade da guerra do Irã chegar ao preço do alface, da cebola e do feijão do povo brasileiro”. “Não é possível.”
Lula, por fim, disse que orientou a Polícia Federal e os Procons estaduais a fiscalizarem e reportarem “todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo”.
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Guerra no Irã
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã. A ação ocorreu depois da escalada das tensões sobre o programa nuclear do país persa.
Depois dos ataques, o regime do Irã iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que têm bases militares norte-americanas. É o caso, por exemplo, de Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Em 29 de fevereiro, a mídia iraniana reportou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto por ataques dos EUA e de Israel.
“A ofensiva mais pesada da história”, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Ele ainda disse que o país persa considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, como resposta, ameaçou o país com ataques retaliatórios. “É melhor que eles não façam isso”, disse. “Porque se o fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista.”
*Fonte: Revista Oeste