Bando usava lava-jato e chácara para desmontar carretas roubadas

Operação cumpre mandados de busca e apreensão em diferentes locais

Polícia Judiciária Civil, por intermédio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis, deflagrou na manhã desta sexta-feira (24) a Operação Cromia Inversa, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e rurais possivelmente vinculados a uma rede criminosa voltada ao desmonte, ocultação e adulteração de veículos,  cavalos-tratores e semirreboques.

O procedimento investigatório teve início a partir de denúncias que apontavam a existência de locais utilizados para o armazenamento de veículos de carga pesada com sinais de irregularidade. A partir de diligências de campo e levantamentos de inteligência, as equipes da DERF reuniram elementos que indicam a prática dos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Com base nos indícios colhidos, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares cabíveis, sendo os mandados expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. As ordens judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente em três pontos do município de Rondonópolis: um estabelecimento comercial do tipo lava-jato, localizado no bairro Vila Rica, uma propriedade rural às margens da BR-364 e uma residência no bairro João Moraes.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi constatado que alguns veículos apresentam indícios de possíveis adulterações, motivo pelo qual foi requisitada perícia técnica especializada, destinada à análise detalhada dos elementos identificadores e à comprovação material das irregularidades.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Fabrício Garcia Henriques, a atuação técnica e integrada das equipes visa não apenas confirmar as adulterações, mas também identificar a origem dos veículos e possíveis conexões com outros envolvidos, fortalecendo a responsabilização criminal dos investigados.

A Polícia Civil destaca que as investigações prosseguem de forma contínua e reforça seu compromisso com o enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais, ressaltando a importância da participação da população por meio de denúncias, que têm sido fundamentais para o avanço das apurações.

No contexto investigativo, a denominação “Cromia Inversa” faz referência a uma técnica identificada durante as apurações, caracterizada pela alteração proposital de cores, pinturas e padrões visuais dos veículos, com o intuito de dificultar a identificação e dissimular a procedência ilícita dos bens. Essa prática, associada a outras formas de adulteração, constitui estratégia recorrente para burlar a fiscalização e viabilizar a reinserção irregular dos veículos no mercado.

*Fonte: FolhaMax