Em nota oficial, a Casa afirmou ser inadmissível criminalizar ou associar todo o Legislativo fluminense a práticas ilícitas
Depois de comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que envolveram a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e milicianos, parlamentares estaduais exigiram respeito e repudiaram a generalização. Em nota oficial, a Casa afirmou ser inadmissível criminalizar ou associar todo o Legislativo fluminense a práticas ilícitas.
A Alerj ressaltou seu papel democrático e legítimo e destacou que merece respeito das demais instituições. O comunicado ainda diz que o Rio de Janeiro enfrenta problemas graves na segurança pública, atribuídos à falta de políticas nacionais eficazes contra o tráfico de armas, à vulnerabilidade das fronteiras e ao avanço das facções criminosas.
Reação às declarações de Lula
“O momento exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade – e não declarações que estimulem divisão política ou prejulguem instituições”, diz a nota. A manifestação ocorreu depois de Lula afirmar, durante evento na Fiocruz, no sábado 23, que, se a Alerj indicasse o governador fluminense, “iria vir um miliciano”.
No mesmo evento, Lula pediu ao governador interino Ricardo Couto, desembargador licenciado, que atuasse para “prender todos os ladrões que governaram” o Estado e que “fazem parte de uma milícia organizada”. Couto assumiu o governo temporariamente depois da renúncia de Cláudio Castro (PL-RJ), ocorrida em 23 de março, um dia antes da retomada do julgamento no TSE.
Mudanças no governo do Rio de Janeiro
Cláudio Castro deixou o cargo depois de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade por oito anos, por causa de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O ex-governador pretendia concorrer ao Senado, mas ficou impedido depois da decisão, a não ser que um recurso reverta a situação.
Além de Castro, Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj, também foi condenado pelo TSE, e perdeu o mandato de deputado estadual e foi declarado inelegível.
*Fonte: Revista Oeste