Flávio viaja aos EUA para encontro estratégico com Trump

A reunião é vista como uma forma de fortalecer a pré-campanha do filho mais velho de Jair Bolsonaro à Presidência

O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, embarcou aos Estados Unidos na noite deste domingo, 25. Segundo informações da CNN, o político busca uma reunião com o presidente Donald Trump, prevista para terça-feira, 26, com o objetivo de fortalecer sua pré-campanha.

Apesar disso, ainda não há confirmação oficial do encontro pela Casa Branca. O convite teria chegado ao gabinete do senador via e-mail na semana passada e, segundo relatos, passou por verificação para garantir sua autenticidade, conforme integrantes da equipe de campanha.

Crise recente e estratégias de imagem de Flávio

O encontro com Trump é visto como estratégico para afastar os holofotes sobre a crise recente que envolve Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. A revelação de contatos para viabilizar patrocínio ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, aumentou a necessidade de uma agenda positiva.

Trump e Lula se cumprimentam durante encontro nesta quinta-feira, 7, em Washington | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Trump e Lula se cumprimentam durante encontro no dia 7 de maio, em Washington | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A articulação para a reunião teria contado com a intermediação do secretário de Estado, Marco Rubio, que mantém diálogo com Eduardo Bolsonaro. Ainda segundo a CNN, a equipe de Flávio vê o evento como essencial, especialmente depois da visita de Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca. O encontro entre os presidentes, considerado relevante para a imagem do petista, durou mais de três horas.

Estratégias internas avaliam que uma provável foto com Trump pode gerar impacto favorável e redirecionar a atenção da imprensa. Aos eleitores, pode demonstrar que a crise com Vorcaro não abalou a relação com o governo norte-americano. Além disso, a iniciativa deve fortalecer a base de apoiadores e sinalizar capacidade de negociação internacional.

Caso eleito, o senador reforça o compromisso com uma política externa pragmática. Ele afirma que, em um eventual governo, manteria diálogo aberto tanto com Estados Unidos quanto com China e Oriente Médio, com o objetivo em pelos interesses nacionais.

*Fonte: Revista Oeste