Zema é notificado em ação por calúnia movida por Gilmar

Ação foi aberta depois da publicação da série de vídeos ‘Os Intocáveis’ nas redes sociais

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) foi notificado nesta segunda-feira, 1º, a se manifestar em uma ação de suposta calúnia movida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A decisão é do ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu prazo de 15 dias para a apresentação da defesa.

O processo tem origem na série de vídeos “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o político associou Gilmar Mendes e outros ministros do Supremo ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao escândalo que envolve o Banco Master.

De acordo com a denúncia, as publicações ultrapassaram os limites da crítica institucional ao sugerir que Gilmar teria utilizado a função pública para atender a interesses privados. Para a PGR, o conteúdo atingiu a honra e a reputação funcional do ministro.

Em nota, Zema afirmou que não pretende recuar. “Os intocáveis não aceitam críticas nem humor”, declarou.

Vídeo de Zema usou inteligência artificial e fantoches

Gilmar Mendes fantoche
A versão ‘fantoche’ do ministro Gilmar Mendes, em vídeo publicado por Romeu Zema | Foto: Reprodução/ X

A ação tem como base um vídeo publicado em abril deste ano. Na gravação, produzida com inteligência artificial, um personagem que representa o ministro Dias Toffoli pede a suspensão de uma decisão da CPI do Crime Organizado.

Na sequência, um fantoche que representa Gilmar Mendes concorda com o pedido e menciona uma suposta contrapartida que envolve um resort. A referência foi feita ao Tayayá Resort, empreendimento no Paraná do qual Toffoli e seus irmãos são sócios e que negociou cotas com um fundo ligado a Daniel Vorcaro.

Depois da divulgação do vídeo, Gilmar Mendes apresentou uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes e pediu a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News.

Em entrevistas e novas publicações, o ex-governador voltou a criticar o Supremo. Em uma das peças, utilizou fantoches para representar Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes para acusar a Corte de usar o Inquérito das Fake News para censurar adversários. A reforma do Judiciário se tornou uma das principais bandeiras de sua pré-campanha à Presidência da República.

*Fonte: Revista Oeste