‘Lula já atrapalhou, e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou’, diz Flávio nos EUA

Pré-candidato à Presidência abrirá audiência do USTR e apresentará argumentos na etapa final da investigação comercial norte-americana

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a deterioração das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O parlamentar afirmou que a atuação do governo petista dificulta a tentativa de evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Em Washington, onde participará de uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Flávio declarou que “Lula já atrapalhou, e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou”.

Segundo o parlamentar, sua presença na capital norte-americana tem como objetivo defender os interesses das empresas brasileiras, apesar das críticas recebidas.

“Estou aqui para defender os interesses do povo brasileiro, mesmo sem ser o presidente do Brasil, ainda”, afirmou Flávio. “E vejo notícias dizendo que posso atrapalhar. Está de brincadeira!”

Segundo o senador fluminense, ele não vai se omitir na defesa do Brasil e completou ao afirmar que fará a sua parte para “defender os interesses do povo brasileiro, sempre”.

Flávio será o primeiro a discursar no painel 8 da audiência da USTR, marcada para começar às 11h, no horário de Brasília.

Também participarão Roberto Azevêdo, pela Confederação Nacional da Indústria, e Letícia Sperb Masselli, representando a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados.

A sessão encerra a fase de manifestações da investigação comercial aberta pelos EUA antes da decisão definitiva sobre as sobretaxas, prevista para 15 de julho.

Flávio apresentará argumentos técnicos e políticos

Flávio também afirmou que utilizará os cinco minutos de exposição para combinar argumentos técnicos e políticos contrários às tarifas.

“Vim fazer a minha parte para defender o Brasil e evitar que os produtos brasileiros sejam tarifados”, disse o senador. “Vou apresentar os argumentos, tanto os técnicos como os políticos, mostrando que a tarifação é ruim para o Brasil e para os Estados Unidos.”

O senador ainda afirmou que defenderá o Pix durante a audiência. Segundo ele, o sistema de pagamentos instantâneos, criado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, ampliou a inclusão financeira de milhões de brasileiros. “O Pix é sagrado para todos nós, brasileiros”, disse.

O parlamentar, por fim, afirmou que pretende apresentar às autoridades norte-americanas a perspectiva de uma mudança na condução das relações bilaterais a partir de 2027.

“Serei um presidente que vai se sentar à mesa para negociar de igual para igual, sem a necessidade de tarifas”, declarou.

*Fonte: Revista Oeste