Deputado afirma que material digital associa sua foto a outro candidato a estadual e alerta eleitores sobre santinhos que circulam por mensagens
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) denunciou a circulação de uma “colinha” eleitoral digital que utiliza sua imagem, mas apresenta o número de outro candidato a deputado estadual. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cattani classificou a prática como “estelionato eleitoral” e pediu atenção aos eleitores que recebem o material por aplicativos de mensagem.

Segundo o parlamentar, a peça também associa sua imagem a candidatos ao Senado que não correspondem aos nomes que ele afirma apoiar na eleição deste ano.
“Estão usando a minha imagem para pedir voto para outro candidato estadual e também para pedir voto para senadores que não são os meus senadores que eu apoio”, declarou.
Cattani disputa a reeleição para deputado estadual pelo PL. A candidatura consta como deferida e concorrendo nas informações eleitorais disponíveis.
Cattani mostra material que considera oficial
No vídeo, o deputado exibe seu próprio santinho para explicar como o eleitor poderia diferenciá-lo das peças que denuncia. Ele afirma que seus materiais eleitorais trazem Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, além do número 22.
“Nenhum material meu e nenhum santinho meu que eu faço sai sem o Flávio Bolsonaro”, afirmou Cattani.
O alinhamento entre os dois já vinha sendo manifestado publicamente antes da campanha. Em abril, Cattani percorreu municípios de Mato Grosso divulgando a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O próprio site eleitoral de Cattani também apresenta sua candidatura ao lado da de Flávio.
Cattani encerra o vídeo orientando seus apoiadores a verificarem não apenas o número do candidato, mas também quais candidaturas ao Senado e à Presidência aparecem nos materiais recebidos.
“Veja também quem são os senadores que o seu candidato apoia”, alertou.
A denúncia ocorre em uma eleição marcada por diferentes composições dentro do próprio campo político da direita em Mato Grosso. Em agosto, noticiamos divergências internas no PL sobre alianças estaduais e palanques.