Autoridades dizem que copiloto esfaqueou comandante e tentou derrubar aeronave com 180 israelenses a bordo
O governo de Israel avalia como uma possível tentativa de ataque terrorista o incidente envolvendo um voo da Flydubai que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv e precisou ser desviado para a Arábia Saudita nesta quarta-feira, 30.
Segundo duas autoridades israelenses ouvidas pela Reuters sob condição de anonimato, o copiloto teria esfaqueado o comandante e tentado derrubar a aeronave. Tripulantes conseguiram entrar na cabine e assumir o controle do avião. Durante o episódio, a aeronave perdeu cerca de 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos antes de se estabilizar.
Suposto ataque terrorista no voo FZ1073 Dubai-Tel Aviv – Piloto esfaqueado e grito de “Allah Akber”.
— Área Militar (@areamilitarof) September 30, 2026
As autoridades israelenses agora estão tratando o incidente do voo FZ1073 da FlyDubai como um ataque terrorista, após uma investigação inicial e depoimentos de passageiros.
O… pic.twitter.com/saoCyzicUK
O momento em que o voo Flydubai com israelenses a bordo pousou na Arábia Saudita, após o piloto de Omã ter esfaqueado o co-piloto e tentado derrubar o avião. A tragédia foi evitada por ex-militares das IDF que estavam a bordo e conseguiram controlar o terrorista. https://t.co/BRGvxrOyFQ
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) September 30, 2026
O voo FZ1073 pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. A Flydubai confirmou que houve um “incidente” durante o trajeto, mas não detalhou o ocorrido. Passageiros e tripulantes foram localizados em segurança.
Durante a ocorrência, a aeronave chegou a transmitir códigos de emergência relacionados a uma situação geral de perigo e a uma possível tentativa de sequestro.
O que dizem as autoridades de Israel

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, classificou o responsável pelo episódio como terrorista e afirmou que ele pretendia derrubar o avião e matar os israelenses que estavam a bordo.
Inicialmente, uma autoridade havia informado à Reuters que os sinais de emergência foram emitidos depois que os dois pilotos entraram em confronto físico dentro da cabine.
Antes de surgirem as informações sobre a agressão na cabine, um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense havia afirmado que o caso não era tratado como sequestro.
*Fonte: Revista Oeste