Vereadora afirma que resultado das urnas contrariou questionamentos sobre a influência política do empresário; primeiro suplente de Zé Medeiros também aparece entre os nomes cogitados para a Agricultura em eventual governo de Flávio Bolsonaro
As urnas encerraram uma discussão que, segundo a vereadora Kalynka Meirelles (Podemos), acompanhou boa parte da campanha em Rondonópolis: o peso político de Odílio Balbinotti Filho.
Em entrevista após o primeiro turno, Kalynka afirmou que ouviu repetidamente avaliações de que Balbinotti não teria votos ou influência eleitoral suficiente. Para ela, o desempenho obtido pela chapa de Zé Medeiros mostrou um cenário diferente.
“Algumas pessoas até falavam: ‘Ah, mas o Odílio não tem voto’. O Odílio tem voto, sim. O Odílio tem muito respeito, ele tem um conceito muito grande”, declarou a vereadora.
Kalynka também atribuiu parte da mobilização em Rondonópolis ao trabalho de Tânia Balbinotti, citando sua passagem pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Santa Casa. Segundo ela, a atuação de Tânia aproximou especialmente o eleitorado feminino da campanha de Medeiros.
A vereadora ainda destacou a participação de Balbinotti na aproximação da candidatura com o agronegócio. Na avaliação dela, Medeiros tinha menor penetração em segmentos do setor, sobretudo no norte de Mato Grosso, e a presença de Odílio e do segundo suplente, Xuxu Dal Molin, contribuiu para ampliar essas pontes.
Do Senado para o radar da Esplanada
A projeção de Balbinotti não terminou com a eleição. Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso e eleito primeiro suplente de Zé Medeiros, o empresário passou a ser citado publicamente como possível nome para comandar o Ministério da Agricultura em um eventual governo de Flávio.
A possibilidade já foi defendida por lideranças políticas. Nesta semana, Medeiros afirmou ter indicado Balbinotti para a pasta e disse que Flávio já havia considerado e sondado o nome. Eduardo Bolsonaro também citou o empresário como uma possibilidade para o ministério. Balbinotti, por sua vez, declarou que aceitaria eventual convite.
Não há, até o momento, anúncio oficial de Flávio Bolsonaro sobre a composição de um eventual ministério.
Para Kalynka, entretanto, a simples presença do nome de Balbinotti nessa discussão revela o espaço político conquistado. “Eu acho um excelente nome, acho que vai fazer um trabalho brilhante no Ministério da Agricultura do Brasil”, afirmou.
Para Kalynka, Odílio termina o primeiro turno como um grande articulador político e um nome de peso na política do estado: é primeiro suplente de senador, coordenador estadual de uma campanha presidencial e tem seu nome circulando nas articulações para uma eventual composição do governo federal.