EUA prometem resposta severa se Venezuela atacar Guiana

Para os Estados Unidos, as reivindicações territoriais da ditadura de Maduro são ilegítimas

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira, 27, que os Estados Unidos responderão com força se a Venezuela atacar a Guiana na disputa territorial em andamento que envolve enormes reservas de petróleo e gás. Rubio disse que seria um “dia muito ruim” para a Venezuela se isso acontecesse.

Ele fez uma breve parada em Georgetown, capital da Guiana, na quinta para conversar com o presidente do país, Irfaan Ali, e outras autoridades, antes de viajar para o Suriname.

“As ameaças regionais são baseadas em reivindicações territoriais ilegítimas de um regime de narcotráfico”, declarou Rubio aos repórteres em uma coletiva de imprensa conjunta com Ali. “E quero ser franco: haverá consequências para o aventureirismo. Haverá consequências para as ações agressivas.”

Em uma postagem no Twitter/X, Marco Rubio disse que o encontro com Irfaan Ali fortaleceu “laços econômicos e de segurança entre nossas duas nações”. “Os Estados Unidos estão com a Guiana em apoio à sua integridade territorial contra o regime de Maduro”.

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O presidente da Guiana também compartilhou imagens do encontro e falou em reforço da “parceria duradoura entre nossas nações”.

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A reação de Maduro

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, reagiu e chamou Marco Rubio de “imbecil”. “A Venezuela não é ameaçada por ninguém, pois esta é a terra dos libertadores, a terra de Bolívar, imbecil”, declarou Maduro durante um evento oficial.

Com os projetos da ExxonMobil na Guiana, o pequeno país sul-americano, com 800 mil habitantes e língua inglesa, está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo per capita, superando Catar e Kuwait.

As ameaças da Venezuela contra a Guiana

A tensão entre Georgetown e Caracas tem aumentado: no começo deste mês, a Guiana denunciou a incursão de um navio militar venezuelano em suas águas, o que foi refutado pela Venezuela.

Nas eleições de governadores e deputados ao Parlamento, marcadas para 25 de maio, a Venezuela convocou, pela primeira vez, a escolha de autoridades para Essequibo, sem esclarecer como será realizado o processo. Georgetown ressaltou que aqueles que participarem serão presos e acusados de “traição”.

A Guiana diz que as fronteiras atuais foram estabelecidas por um laudo arbitral de 1899, realizado em Paris. Já a Venezuela apoia o Acordo de Genebra, assinado em 1966 com o Reino Unido, antes da independência da Guiana, que anulava o laudo e buscava uma solução negociada.

*Fonte: Revista Oeste