Mesmo sem condenação, ex-presidente da República terá que usar tornozeleira eletrônica e não pode usar redes sociais
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu nesta sexta-feira, 18, às novas medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo listou as restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e sugeriu que as ações seriam uma resposta direta ao vídeo publicado por Bolsonaro na véspera, em que o ex-chefe do Executivo se dirige ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Alexandre de Moraes dobrou a aposta”, escreveu o parlamentar em inglês, ao divulgar as medidas cautelares.
Alexandre de Moraes double down and after Bolsonaro's video to @realDonaldTrump yesterday, Moraes ordered today to @jairbolsonaro:
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 18, 2025
1-Wear electronic ankle bracelet;
2-He cannot leave house between 7 p.m. and 7 a.m.;
3-He cannot use social media;
4-He is prohibited from… pic.twitter.com/AeJd0otELd
Bolsonaro está proibido de sair de casa entre 19h e 7h, impedido de usar redes sociais, de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, de visitar sedes de embaixadas e de conversar com outros investigados no inquérito — entre eles, o próprio Eduardo e seu irmão Carlos.
A operação contra Bolsonaro

A publicação vem à tona poucas horas depois da operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente, no Jardim Botânico, em Brasília, e em seu escritório na sede do Partido Liberal (PL).
A operação foi autorizada por Moraes no âmbito da petição sigilosa PET 14.129, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), que atribui a Bolsonaro possíveis crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.
Com a nova determinação, Bolsonaro também deve se apresentar à sede da Polícia Federal. O ex-presidente já é réu no STF por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, podendo ser condenado a até 43 anos de prisão.
Na quarta-feira 16, Bolsonaro afirmou à CNN Brasil que estava “indignado” com a denúncia e descartou qualquer intenção de deixar o país. Ele também voltou a negar as acusações de envolvimento em articulações golpistas.
Aliados do ex-presidente classificam as medidas como mais um passo no cerco judicial ao principal nome da oposição. Já Eduardo Bolsonaro afirmou que a censura e o isolamento político de seu pai representam uma ameaça direta à democracia brasileira.
*Fonte: Revista Oeste