Parlamentares dos EUA exigem sanções contra o Brasil

Condenação de Jair Bolsonaro e de aliados provocou indignação entre deputados republicanos

A condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado causou indignação nos Estados Unidos (EUA), entre os republicanos. Parlamentares do partido exigiram, nesta sexta-feira, 12, que Washington aplique “sérias sanções” contra o Brasil.

A deputada federal Maria Elvira Salazar, de Miami, classificou a sentença como “condenação fraudulenta” e “vingança política”, segundo o El Nuevo Herald. Ela afirmou: “O mundo está observando”, destacou no discurso. “Devemos nos levantar pela democracia do Brasil e contra esse abuso de poder”.

A repercussão reflete o impacto internacional da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que responsabilizou Bolsonaro e aliados por suposta conspiração contra a ordem democrática depois de sua derrota nas eleições de 2022.

O congressista Carlos Giménez, republicano da Flórida e integrante do Comitê de Forças Armadas da Câmara, responsabilizou o “regime socialista do criminoso corrupto” do presidente Luiz inácio Lula da Silva (PT) pela “perseguição política a Bolsonaro”.

Em postagem na rede X, Giménez alertou: “Lula e seus cúmplices terão que recorrer a seus amigos na Cuba comunista, pois aplicaremos severas sanções contra eles”. Ele se alinhou às advertências do secretário de Estado, Marco Rubio, que também indicou que a Casa Branca reagirá à condenação do ex-presidente brasileiro, sem detalhar quais medidas seriam tomadas.

EUA já sancionaram o Brasil em função do processo contra Bolsonaro

Em julho de 2025, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, com a alegação da existência de uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Posteriormente, algumas exceções foram feitas, incluindo veículos de passageiros e componentes usados em aeronaves civis.

Rubio, no fim daquele mês, anunciou a revogação dos vistos de Alexandre de Moraes, ministro do STF, e de seus aliados no tribunal, além de seus familiares imediatos. Além disso, Moraes foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, com base em alegações de abusos de direitos humanos e censura.

Trump expressou surpresa e desagrado com a condenação de Bolsonaro, a quem já chamou de “um bom homem”. Ele comparou a situação à sua própria experiência com o sistema judiciário dos EUA, sugerindo perseguição política.

*Fonte: Revista Oeste