Ao tratar do tema, o presidente Lula disse que vê a medida como ‘promissora’, mas evitou elogiar Trump e voltou a criticar Netanyahu
A reação internacional à libertação de 20 reféns vivos de Gaza nesta segunda-feira, 13, foi marcada por manifestações de alívio e felicitações de líderes de diversos países. O episódio reacendeu debates sobre a necessidade de avanços no processo de paz no Oriente Médio.
O cessar-fogo se deu a partir de uma proposta de 20 pontos apresentada na última semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo prevê ainda a libertação de 250 prisioneiros palestinos e 1,7 mil moradores de Gaza que estão detidos desde o início do conflito.
Donald Trump chegou a Israel nesta segunda-feira, 13. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog receberam o líder norte-americano no Aeroporto Ben Gurion.
Nas primeiras horas do dia, os terroristas do Hamas libertaram sete reféns. Em seguida, as últimas 13 pessoas foram entregues à Cruz Vermelha. Todos já estão em Israel.
Líderes falam em “alívio”
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, descreveu o momento como de “profundo alívio”. Ele agradeceu a todos que contribuíram para a libertação, citando Trump. Segundo o canadense, os acontecimentos “devem ser um ponto de virada para uma paz duradoura”.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, escreveu no X que a notícia reacende “esperança de paz em outras regiões onde a vida ainda está ameaçada”. Ele também declarou que os ucranianos “saúdam todos os esforços que levaram ao resultado de hoje para o Oriente Médio” e que estão “trabalhando para que o dia da paz chegue também para a Ucrânia”.
When peace is achieved for one part of the world, it brings more hope for peace in other regions where life is still under threat. In Ukraine, we welcome all the efforts that have led to today’s outcome for the Middle East. The hostages have been freed, and the war in Gaza is…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 13, 2025
Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, compartilhou na mesma rede social o sentimento de “profundo alívio”. O líder britânico classificou a libertação como um “lembrete contundente” do sofrimento dos reféns pelo Hamas e das “atrocidades” dos ataques de 7 de outubro. Ele ainda afirmou que “agora é crucial o trabalho conjunto para implementação do plano de paz do presidente Trump para Gaza”.
Planos para o futuro
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou no X que compartilha “a alegria” das famílias dos reféns e do povo israelense. Ele ressaltou que “a França estará envolvida em todas as etapas do plano do presidente Trump, juntamente com os parceiros árabes que ajudou a mobilizar”.
Já Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, comemorou dizendo: “O presidente [Trump] fez isso de novo!”, classificando a libertação como uma “conquista tremenda”. Orbán completou que o líder norte-americano “fez acontecer” e manifestou confiança de que, sob certas condições, Trump pode “fazer isso na Ucrânia também”.
Além desses líderes, representantes de Áustria, Colômbia, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Letônia, Moldávia, Holanda e Suécia também celebraram publicamente a libertação dos reféns.
Lula ataca Netanyahu
Diferentemente da postura dos outros líderes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vê a libertação dos reféns como algo “promissor”. Entretanto, evitou elogios a Trump e voltou a atacar Netanyahu.
“O Brasil não tem problema com Israel, o Brasil tem problema é com Netanyahu”, afirmou o petista durante entrevista coletiva na Itália, nesta segunda-feira, 13. “A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre o Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa.”
O governo de Israel declarou o presidente brasileiro “persona non grata” no país depois que Lula comparou a reação israelense ao grupo terrorista Hamas às mortes de judeus no Holocausto.
*Fonte: Revista Oeste