Anvisa determina apreensão de autoinjetores de adrenalina

Agência reguladora veta a circulação de medicamentos sem certificação oficial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) barrou a circulação de diversos produtos medicinais desprovidos de garantias biológicas, na quinta-feira 2.

O órgão federal publicou resoluções no Diário Oficial da União ordenando o confisco imediato do autoinjetor de adrenalina Epipen e do chá misto Protocolo RMGI Polifenóis.

A ofensiva sanitária visa impedir o consumo de substâncias que, segundo a autarquia, carecem de comprovação sobre sua origem, eficácia e segurança química.

O bloqueio contra o dispositivo de adrenalina estrangeiro ocorreu logo que a fiscalização detectou anúncios publicitários veiculados pela Farmácia Pague Menos.

Em resposta, a rede farmacêutica alegou que não realiza a importação do item e, consequentemente, não efetua sua venda ao público.

A agência, todavia, reiterou a proibição total de qualquer deslocamento oficial, depósito ou propaganda do fármaco, uma vez que ele opera no Brasil sem o devido registro legal.

Interdição de base produtora em solo mineiro

A vigilância sanitária estadual de Minas Gerais, em conjunto com técnicos federais, localizou uma unidade fabril clandestina na cidade de Arcos (MG).

A inspeção comprovou que a empresa Equilibrium Marketing Ltda utilizava um galpão sem licenciamento sanitário para manufaturar o chá Protocolo RMGI Polifenóis.

O produto recebia ampla divulgação digital, mas agora enfrenta o veto absoluto de fabricação, consumo e distribuição em todo o território nacional.

A CapsExpressBRA, ligada ao segmento, manifestou-se por meio de redes sociais afirmando que ações fiscalizatórias do Ministério Público e da Anvisa impactam o setor de suplementos.

A companhia defendeu sua trajetória de quase duas décadas e sustentou que episódios isolados não devem caracterizar toda a indústria de produtos naturais.

Cerco contra remédios sem certificação

A varredura da Anvisa também atingiu outras mercadorias que circulavam à margem das normas regulatórias.

Os agentes determinaram o recolhimento do fitoterápico Extrato de Valeriana – Foglie Di Tè, produzido pela Aldeia Produtos Naturais, sob a justificativa de ausência de licença para operação.

A medida protetiva busca evitar que fórmulas sem controle de qualidade cheguem às prateleiras.

O pente-fino da agência identificou ainda irregularidades na Oncomed Distribuidora de Medicamentos e Importação Ltda.

A empresa trazia ao país os comprimidos Lucielo 50 e as cápsulas Luciale 150mg sem a prévia anuência do governo brasileiro.

Com a conclusão das diligências, a Anvisa reafirmou que a comercialização de itens clandestinos representa um risco severo à saúde pública, já que não há supervisão sobre o princípio ativo dessas drogas.

*Fonte: Revista Oeste