EUA e Venezuela retomam voos comerciais, depois de 7 anos de suspensão

American Airlines opera primeira viagem direta desde 2019 e marca reaproximação gradual entre os dois países

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira, 30, a retomada dos voos comerciais entre o país norte-americano e a Venezuela. A primeira viagem direta entre Miami e Caracas decolou pela manhã, depois de sete anos de interrupção.

A operação marca uma nova etapa na reaproximação entre os dois países e na retomada gradual das relações diplomáticas, interrompidas em 2019.

A American Airlines se tornou a primeira empresa dos EUA autorizada a retomar o serviço. O voo inaugural foi realizado com uma aeronave Embraer E175, operada pela subsidiária regional Envoy Air, conforme o planejamento da companhia.

O Departamento de Estado dos EUA divulgou imagens da decolagem em suas redes sociais e destacou o início de uma nova fase na ligação aérea entre os países.

Segundo a companhia, a expectativa inicial é de um voo diário de ida e volta entre Miami e Caracas, com possibilidade de ampliação da oferta conforme a demanda e as condições operacionais. A empresa já havia indicado que a retomada dependia de autorizações regulatórias e ajustes de segurança.

A reaproximação entre EUA e Venezuela

No início de 2026, os EUA capturaram o então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, em uma operação militar. De lá para cá, o país sul-americano passou a ser administrado pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que tem buscado manter a conciliação com os norte-americanos.

Os EUA flexibilizaram parte das sanções econômicas impostas à Venezuela, enquanto o governo venezuelano adotou medidas para atrair investimentos estrangeiros, especialmente nos setores de petróleo e mineração.

O Departamento de Estado dos EUA mantém a Venezuela no nível 3 de alerta de viagem, em uma escala que vai até 4. O órgão recomenda que cidadãos norte-americanos reconsiderem deslocamentos ao país diante de riscos de criminalidade, sequestros e limitações na infraestrutura de saúde.

*Fonte: Revista Oeste