Nome do atual presidente é rejeitado por quase metade dos eleitores
O senador Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Lula (PT) se as eleições de segundo turno fossem hoje. O levantamento nacional da Gerp, divulgado nesta quinta-feira, 14, mostra o parlamentar com 50% das intenções de voto. O atual ocupante do Planalto aparece com 43%. Os dados foram coletados entre 8 e 12 de maio, antes da divulgação de áudios envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro.
No primeiro turno, os dois principais candidatos aparecem empatados tecnicamente. Em um cenário com mais nomes, Flávio tem 36% e Lula soma 34%. Quando a lista é reduzida, o senador vai a 37% e o petista a 35%. Ciro Gomes (PSDB) ocupa a terceira posição com 6% a 7% das intenções, seguido por Romeu Zema (Novo), que oscila entre 5% e 6%.
Lula lidera rejeição nacional
A pesquisa mediu a resistência dos eleitores aos pré-candidatos. Lula é o nome mais rejeitado pelo brasileiro, com 49% das respostas negativas. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar nesse quesito, com 41%. O empresário Pablo Marçal (União Brasil) surge como o terceiro mais rejeitado, somando 21%.
Outros nomes apresentam índices menores de recusa. Romeu Zema tem 14%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Cabo Daciolo (Mobiliza) dividem 12% de rejeição cada. Ciro Gomes e Renan Santos (Missão) registram 10% de eleitores que não votariam neles de jeito nenhum.
Empates no segundo turno
Lula enfrenta dificuldades em quase todos os confrontos diretos testados. O petista empata tecnicamente com Ciro Gomes (40% a 38% para o tucano) e com Romeu Zema (43% a 41% para Lula). O cenário se repete contra Ronaldo Caiado, onde o atual presidente tem 43% contra 39% do governador goiano.
A vantagem mais folgada do petista ocorre apenas contra Pablo Marçal. Nesse cenário, Lula atinge 44% das intenções de voto, enquanto o empresário soma 37%. O número de eleitores que não escolheria nenhum dos nomes ou não sabe responder varia entre 8% e 22%, dependendo do adversário apresentado.
Metodologia do levantamento
A Gerp ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil para realizar o estudo. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,5%. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o número BR-03369/2026. A própria empresa pagou os R$ 20 mil do custo da pesquisa.
*Fonte: Revista Oeste