O Partido Republicano venceu a votação por apenas um voto de diferença e manteve o projeto de US$ 1,8 bilhão na pauta orçamentária
Os senadores do Partido Republicano derrubaram uma manobra da oposição que tentava proibir a liberação de US$ 1,8 bilhão para um fundo de indenizações da gestão Donald Trump. A votação terminou com o placar apertado de 50 votos a 49 na última quinta-feira, 4. O líder da minoria, Chuck Schumer, desenhou a emenda para tentar constranger os parlamentares governistas às vésperas do pleito legislativo.
Três congressistas da base de Trump romperam a orientação do partido e apoiaram os democratas no plenário: Susan Collins, Jon Husted e Dan Sullivan. A oposição inseriu a proibição dentro de um pacote orçamentário maior, de US$ 70 bilhões, voltado para o controle de fronteiras. Os governistas acusaram a esquerda de usar o tema para desviar o foco das verbas destinadas à segurança e ao serviço de imigração.
Ministério da Justiça recuou e cancelou fundo para aliados
A vitória no plenário ocorreu logo depois de o próprio governo recuar do projeto na última terça-feira, 2. O procurador-geral interino, Todd Blanche, confirmou na Câmara dos Deputados o arquivamento do chamado fundo contra a instrumentalização política. A proposta enfrentava forte rejeição da base aliada e já estava suspensa por uma liminar da juíza federal Leonie Brinkema.
O plano original visava repassar dinheiro público para cidadãos que alegavam perseguição do Estado durante o governo de Joe Biden. Os opositores do presidente acusavam o Palácio do Planalto de tentar criar uma espécie de caixa paralelo para injetar recursos em aliados políticos.
Acordo garante proteção fiscal para empresas do presidente
O recuo do Ministério da Justiça não alterou outros benefícios concedidos à família do presidente americano. Todd Blanche explicou que continua de pé um mecanismo que impede a Receita Federal dos Estados Unidos de realizar auditorias retroativas nas contas, bens e empresas da família Trump.
A proteção tributária faz parte de um acordo jurídico para encerrar um processo de US$ 10 bilhões movido pelo empresário contra o próprio órgão de arrecadação. O procurador-geral interino ponderou que o acerto atual serve apenas para frear revisões de anos anteriores e não confere imunidade para apurações sobre futuros negócios.
*Fonte: Revista Oeste