Balanço anterior, informado no domingo 5, abordava 3.342 vítimas, enquanto o total de feridos permanece em 16.740
Depois de novos dados divulgados nesta segunda-feira, 6, pelo presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, o total de mortes causadas pelos terremotos no país subiu para 3.535. O balanço anterior, informado no domingo 5, apontava 3.342 vítimas, enquanto o número de feridos permanece em 16.740.
Os abalos sísmicos ocorreram em 24 de junho, ao atingir magnitudes de 7,2 e 7,5 e devastar principalmente a região de La Guaira, a cerca de 40 km da capital, Caracas. A área concentra grande parte dos estragos, com muitos edifícios destruídos e milhares de pessoas obrigadas a buscar abrigo em locais improvisados.
Críticas à resposta do governo e contexto na Venezuela
A resposta das autoridades venezuelanas tem sido alvo de críticas pela população, que aponta demora nas ações emergenciais. A presidente interina Delcy Rodríguez negou os questionamentos e declarou que as operações de busca e resgate seguem em andamento. Ela atribuiu parte das críticas a “laboratórios midiáticos” cujo objetivo seria prejudicar as equipes de resgate.
No domingo 5, durante evento do Dia da Independência no Forte Tiuna, em Caracas, Delcy afirmou que “o que existe aqui é solidariedade social profunda do nosso povo”, ao descartar riscos de “convulsão social” no país. Ela ocupa a Presidência interina desde a captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, no início de 2026.
Ajuda internacional e agravamento da crise

As buscas por desaparecidos mobilizam equipes internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que 27 países já enviaram especialistas e cães farejadores à Venezuela.
O governo não divulgou um número oficial de desaparecidos, mas o chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas estima que pode chegar a 50 mil, embora outras projeções apontem para cerca de 10 mil pessoas.
A tragédia agravou a crise humanitária no país. Antes dos terremotos, a ONU calculava que quase 8 milhões de venezuelanos necessitavam de algum tipo de auxílio. O Programa Mundial de Alimentos, diante do cenário, solicitou US$ 50 milhões para atender cerca de 500 mil pessoas nos próximos três meses.
O Brasil integra o esforço internacional de ajuda e tem equipes nas operações de resgate. Desde o início da crise, seis remessas de auxílio já chegaram ao país vizinho por intermédio da Força Aérea Brasileira, incluindo vacinas, medicamentos e insumos de saúde. O último voo, na sexta-feira 3, transportou cerca de 6 toneladas de suprimentos para a Venezuela.
*Fonte: Revista Oeste