Crise no STF prejudica mais Lula do que Flávio, dizem 52% dos brasileiros

Pesquisa Atlas/Bloomberg aponta maior impacto sobre o senador para 20,8% dos entrevistados; outros 15,5% consideram ambos igualmente prejudicados

A crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica mais a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que a do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo 52,3% dos entrevistados pela pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 23.

Para 20,8% dos brasileiros, a crise prejudica mais Flávio. Outros 15,5% acreditam em consequências iguais para os dois candidatos, enquanto 7,5% não veem prejuízo para nenhum deles. Os indecisos somam 3,9%.

A pesquisa também identificou diferenças entre os eleitores de cada candidato. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, 80,8% apontam Lula como o mais prejudicado pela crise. Já entre os eleitores do petista, 34,6% apontam maior prejuízo para Flávio, enquanto 28% citam o atual presidente.

A AtlasIntel entrevistou 5 mil pessoas entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A pesquisa tem margem de erro de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos.

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Flávio e Lula disputam a Presidência da República nas eleições 2026 | Foto: Reprodução/Facebook/@flaviobolsonaro e Reprodução/Facebook/@Lula

Entenda a crise no STF

A crise no Supremo ganhou força depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master, em 1º de setembro. O documento reúne mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Entre os elementos investigados está um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Moraes nega ter mantido diálogos com Vorcaro e questiona a existência de provas de que as mensagens tenham sido efetivamente enviadas a ele.

Além disso, Moraes pediu a investigação de Mendonça por supostos abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos Master e INSS. Gilmar Mendes defendeu a análise conjunta dos procedimentos que envolvem os dois ministros, mas um pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a discussão no plenário do STF.

O caso também provocou divergências sobre o acesso às provas. Moraes e Cristiano Zanin solicitaram cópias integrais dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Já Mendonça e Luiz Fux relataram dificuldades para abrir os arquivos recebidos e pediram auxílio técnico à PF.

*Fonte: Revista Oeste