Em 2025, Justiça autorizou PF a ‘arrombar portas e cofres’ na sede do BRB

Mandado permitia romper armários, paredes ocas e cofres; agentes apreenderam documentos sobre operações com o Master

A Justiça Federal autorizou, em 2025, a Polícia Federal (PF) a usar força para cumprir um mandado de busca e apreensão na sede do Banco de Brasília (BRB). Assinada pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, a decisão permitia aos agentes “romper portas, armários, cofres e outras estruturas caso houvesse resistência”, conforme publicação do portal Metrópoles.

A medida integrou a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025. Apesar da autorização para arrombamentos, a PF registrou que a equipe do banco liberou integralmente o acesso aos agentes e que a operação ocorreu sem intercorrências coercitivas.

O mandado também autorizou a apreensão de documentos, dinheiro, moedas estrangeiras e equipamentos eletrônicos.

Documentos no BRB sobre o Banco Master

Fachada do prédio do Banco Master, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo | Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo.

Durante a diligência, os policiais estiveram nos andares da presidência e das diretorias executivas, no 17º e no 18º andar, além da superintendência, no 11º andar.

A PF apreendeu computadores, notebooks, discos rígidos externos e agendas com anotações manuscritas. Entre os documentos recolhidos estavam materiais relacionados às operações do BRB com o Banco Master.

Ainda conforme o portal Metrópoles, um dos arquivos tinha o título “Estratégia Mitigação de Risco Master”. Os agentes também encontraram documentos sobre “Aquisições de Carteiras Master” e sobre a hipótese de controle do banco pelo BRB sem Daniel Vorcaro.

Outro material apreendido foi uma minuta de relatório de “Due Diligence”, com referência a possíveis sinais de alerta. A PF também recolheu documentos dos projetos “Vitrine” e “Vértice”, além de análises sobre a compra do Banco Master pelo BRB, produzidas em agosto de 2025.

Entre os documentos estavam ainda arquivos sobre aumento de capital do BRB, debêntures, títulos do Tesouro norte-americano e Cédulas de Crédito Bancário (CCBs).

A busca resultou na apreensão de contratos de serviços de cobrança extrajudicial do Banco Master com entidades de classe da Bahia, entre elas a Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia (Asseba) e a Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (Asteba).

*Fonte: Revista Oeste