Israel e Hamas iniciam cessar-fogo mediado pelos EUA

Acordo aprovado por Netanyahu prevê libertação de presos palestinos e retorno de reféns israelenses

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, nesta sexta-feira, 10, que o acordo de cessar-fogo com o Hamas entrou em vigor ao meio-dia, horário local (6h em Brasília). Em comunicado, o Exército informou que as “tropas começaram a se posicionar ao longo das novas linhas de destacamento em preparação para o acordo de cessar-fogo e o retorno dos reféns”.

As forças israelenses afirmaram ainda que as tropas do Comando Sul “estão posicionadas na área e continuarão a eliminar qualquer ameaça imediata”. Nesta quinta-feira, 9, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud, direita) aprovou o acordo proposto pelos Estados Unidos para encerrar a guerra na Faixa de Gaza.

A aprovação do acordo ocorreu em reunião com ministros israelenses e os enviados norte-americanos para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner. Depois do encontro, Netanyahu declarou que Israel lutou por dois anos “para conseguir seus objetivos de guerra”.

“Hoje celebramos uma das nossas grandes conquistas na Guerra do Renascimento: o retorno de todos os nossos cativos, vivos e mortos”, afirmou o primeiro-ministro. “Prometi às famílias dos sequestrados, e também prometi a vocês, cidadãos de Israel, que devolveremos todos, sem exceção. Prometemos e estamos cumprindo nossa promessa.”

Dos 48 reféns ainda mantidos pelo Hamas, estima-se que ao menos 20 estejam vivos.

Segundo a agência Associated Press, cerca de 200 soldados norte-americanos irão a Israel para apoiar e monitorar o cessar-fogo. O Comando Central dos EUA instalará um “centro de coordenação civil-militar” para facilitar o envio de ajuda humanitária e garantir segurança à Faixa de Gaza.

Ainda de acordo com a agência, os militares permanecerão em território israelense. A operação envolverá países parceiros, ONGs e empresas privadas.

Cessar-fogo pode levar a fim definitivo da guerra, diz Hamas

O chefe da equipe de negociação do grupo terrorista Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou ter recebido dos EUA garantias de que a primeira fase do acordo “encerra definitivamente” a guerra. Segundo a Al Jazeera, al-Hayya disse que 250 palestinos que receberam condenação à prisão perpétua, em Israel, ficarão livres, além de 1,7 mil palestinos detidos em Gaza.

O líder do Hamas também alegou que o grupo cumpre as demais condições do plano. Um dos pontos do acordo, porém, prevê o desarmamento da organização. A medida é rejeitada pelo grupo, que declarou que “nenhum palestino aceita o desarmamento”.

*Fonte: Revista Oeste