VIRGÍNIA FONSECA E SEU NOVO AFFAIR!

Garanto que você clicou na notícia pelo título, mas aqui não falamos de fofoca. Aliás, se gosta de fofoca, sugiro que vá procurar uma pia de louças para lavar!

Chamei sua atenção com este gancho “fofoqueiro” porque queria trazer um assunto bem mais sério e necessário. Como uma jovem, boa mãe, empresária bem-sucedida e pagadora dos seus impostos pode ser tão massacrada, rotulada e julgada como essa moça?

Confesso que não a sigo e nem a acompanho diariamente, mas diante de tantas manchetes e comentários negativos — afinal, a internet parece não falar de outra coisa —, fui dar uma olhada mais a fundo no conteúdo publicado sobre ela. E, sinceramente, fiquei chocada.

O tribunal da internet

Vivemos em uma era em que as redes sociais se transformaram num verdadeiro tribunal público. Sem juízes, sem defesa, sem tempo para explicações. Basta um vídeo, uma foto, uma frase fora de contexto — e pronto: multidões já estão prontas para julgar, condenar e apedrejar moralmente quem está do outro lado da tela.

“Virginia Fonseca é acusada de abandono dos filhos”, “ostenta demais”, “vive de aparência”, “não é exemplo pra ninguém” — são manchetes e comentários que viralizam todos os dias.
Em uma publicação, por exemplo, um usuário comentou: “Essa daí só vive pra aparecer. Se fosse mãe de verdade, não deixava os filhos com babá pra gravar vídeo.”
Outro foi ainda mais cruel: “Deveria cuidar da alma, não da aparência.”

Mas quem somos nós para medir a alma de alguém?

O amor que esfriou

A Bíblia já nos alertava sobre isso há muito tempo:

“E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” — Mateus 22:39

Deus sabia o quanto o coração humano poderia se endurecer. E parece que estamos vendo isso acontecer — o amor se esfriando, o respeito desaparecendo e o prazer em criticar substituindo o prazer em construir, em agregar, em enaltecer.

O mais assustador é ver o quanto as pessoas gastam seu precioso tempo e energia tecendo comentários maldosos sobre alguém que nem conhecem, baseando-se apenas em frações editadas de sua rotina. Esquecem que por trás da figura pública há um ser humano, uma família, filhos que leem e sentem tudo que está sendo dito.

É claro que quem escolhe a exposição deve lidar com críticas — isso faz parte do jogo. Mas há uma diferença gritante entre opinião e ofensa. Criticar atitudes é uma coisa; desejar o mal, atacar a aparência, a maternidade, o casamento ou a fé de alguém é covardia.

A exposição é uma escolha. A falta de respeito, não. Nenhum sucesso, dinheiro ou número de seguidores torna alguém imune à dor.

Antes de escrever, comentar ou “aconselhar” alguém na internet, faça uma pausa e se pergunte:

  • Isso que vou dizer vai melhorar algo?
  • Vai agregar na vida de quem lê ou só alimentar o ódio?
  • Eu gostaria de ouvir isso sobre mim?

Desmerecer ou desqualificar alguém só porque, na sua cabeça, ela não age “como deveria” é, no mínimo, desproporcional. E não é só com mulheres. Hoje, parece que todo mundo se sente autorizado a dar pitaco na vida de qualquer pessoa, enquanto o próprio jardim está cheio de grama por aparar.

Virginia Fonseca pode errar — como qualquer um de nós. Pode se expor demais, fazer escolhas que muitos não fariam. Mas nada disso justifica a falta de humanidade.
Criticar é fácil. Respeitar é divino.

E talvez, se cada um de nós colocasse em prática o simples “amar ao próximo como a si mesmo”, a internet, o país e o mundo seriam lugares bem melhores para viver — e até para discordar.