Presidente norte-americano ordena suspensão de bombardeios contra infraestrutura de energia iraniana por cinco dias
O presidente Donald Trump anunciou, nesta segunda-feira, 23, uma interrupção temporária nas operações militares dos Estados Unidos contra o Irã. A decisão congela, por um período inicial de cinco dias, qualquer investida aérea ou terrestre voltada à destruição de usinas elétricas e da malha de energia do país persa. O recuo estratégico ocorre depois de o republicano classificar os diálogos diplomáticos das últimas 48 horas como “muito bons e produtivos”.
Segundo o comunicado emitido pelo chefe da Casa Branca, as conversas detalhadas visam a uma solução completa para o estado de guerra que desestabiliza o Oriente Médio desde o final de fevereiro. Trump instruiu o Departamento de Guerra a adiar os ataques planejados, condicionando a manutenção da trégua ao sucesso das rodadas de negociação que devem se estender ao longo de toda a semana. O tom construtivo das reuniões surpreendeu observadores internacionais, que temiam uma escalada sem precedentes após o barril de petróleo ultrapassar os US$ 100.
Conversas abrem caminho para paz entre EUA e Irã
A mudança de postura de Washington surge no rastro de críticas severas de líderes globais, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou as potências de agirem como “donas do mundo”. A suspensão dos bombardeios foca especificamente os ativos energéticos iranianos, cuja destruição vinha asfixiando a economia local e pressionando o mercado global de combustíveis. Trump ressaltou que a retomada das ações bélicas permanece sobre a mesa, caso o regime de Teerã não avance nos termos propostos para a cessação definitiva das hostilidades.
O anúncio da trégua de cinco dias oferece um respiro diplomático em meio ao conflito que já resultou na morte de figuras centrais da teocracia iraniana, incluindo o antigo líder supremo Ali Khamenei e seu ministro da inteligência. Se as discussões prosperarem, o governo norte-americano poderá anunciar o primeiro tratado de paz robusto da região nesta década. Por enquanto, o Pentágono mantém as tropas em prontidão máxima, aguardando o desfecho do itinerário diplomático traçado pelo gabinete de Trump.
*Fonte: Revista Oeste