Levantamento revela que 12,2% dos alunos de 13 a 17 anos já experimentaram substâncias ilícitas
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 25, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. O levantamento mostra que o Distrito Federal registra a maior taxa do país de estudantes entre 13 e 17 anos que já experimentaram drogas ilícitas.
Segundo os dados, 12,2% dos alunos afirmaram ter tido contato com tais substâncias. O índice, embora elevado, caiu em relação ao levantamento anterior, quando 21% dos estudantes relataram uso.
A pesquisa ouviu 4.155 alunos de 79 escolas públicas e privadas do Distrito Federal. O estudo considera como drogas ilícitas substâncias como maconha, cocaína, crack, ecstasy, LSD, metanfetamina, além de inalantes e outras variações.
O IBGE também analisou o uso recente de maconha. Nesse recorte, o Distrito Federal registrou 4,5% dos estudantes, ficando atrás apenas do Espírito Santo, que apresentou 4,8%.
Estudantes relatam início precoce da vida sexual
O levantamento avaliou ainda aspectos relacionados ao ambiente familiar e escolar. No Distrito Federal, 34,1% dos responsáveis verificam tarefas escolares, o segundo menor índice entre os Estados, atrás apenas do Rio de Janeiro.
Entre os estudantes ouvidos, 36,9% disseram ter iniciado a vida sexual com 13 anos ou menos. O porcentual se iguala à média nacional. No recorte de gravidez, 4,3% das meninas relataram já ter engravidado, o segundo menor índice do país.
Além disso, a pesquisa identificou um alto nível de percepção de insegurança no ambiente escolar. No Distrito Federal, 95,8% dos estudantes disseram perceber insegurança entre diretores e responsáveis pelas escolas.
Levantamento acompanha hábitos e riscos entre adolescentes
A PeNSE reúne dados sobre fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes em escolas públicas e privadas. O IBGE realiza o estudo desde 2009, em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação.
Os dados abrangem temas como alimentação, atividade física, uso de substâncias, saúde mental, violência e ambiente escolar. O instituto amplia a pesquisa ao longo dos anos, com novos recortes e metodologias, o que permite comparações nacionais e internacionais.
*Fonte: Revista Oeste