O boletim médico divulgado na quinta-feira 26, apontou que o ex-presidente evoluiu de maneira positiva, não apresentando sinais de infecção aguda e respondendo adequadamente à terapia com antibióticos
Depois de permanecer internado por duas semanas para tratar uma broncopneumonia, Jair Bolsonaro (PL) deve deixar o Hospital DF Star nesta sexta-feira, 27, e começar a cumprir prisão domiciliar, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O boletim médico divulgado na quinta-feira 26, apontou que Bolsonaro evoluiu de maneira positiva, não apresentando sinais de infecção aguda e respondendo adequadamente à terapia com antibióticos, o que permitiu a alta hospitalar.
Restrições impostas na prisão domiciliar
O ministro Moraes autorizou a prisão domiciliar por, no mínimo, 90 dias, estabelecendo uma série de restrições para garantir um “ambiente controlado” durante a recuperação do ex-presidente. Segundo Moraes, a limitação de visitas tem o objetivo de evitar infecções e prevenir o agravamento do quadro de saúde, como a sepse.
Pelas regras estabelecidas, Bolsonaro precisa usar tornozeleira eletrônica durante todo o tempo da prisão domiciliar, sob pena de retorno ao regime anterior em caso de descumprimento. Ele está impedido de utilizar celulares, telefones ou qualquer meio de comunicação, além de não poder acessar redes sociais, gravar ou divulgar vídeos e áudios, inclusive por intermédio de terceiros.
O acesso à residência está restrito: apenas filhos, advogados, médicos e fisioterapeuta podem realizar visitas no período de 90 dias, com todas as visitas monitoradas e recolhimento de celulares pelos agentes de segurança. Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia têm entrada livre por residirem no local, mas visitas a elas também dependem de autorização judicial.
Monitoramento e segurança reforçada
A segurança da residência será reforçada pela Polícia Militar do Distrito Federal, responsável por vistoriar veículos, identificar ocupantes e monitorar a área externa. O 19º Batalhão coordenará a fiscalização e enviará relatórios semanais ao STF, comunicando imediatamente qualquer descumprimento das medidas.
Além disso, está proibida a realização de manifestações, acampamentos ou reuniões em um raio de 1 km da casa. Depois de 90 dias, Moraes revisará a necessidade da prisão domiciliar, levando em conta novo laudo médico e as condições de saúde do ex-presidente.
*Fonte: Revista Oeste