Depois de exoneração para votar na CPMI do INSS, Fávaro não deve voltar à pasta da Agricultura

Ex-ministro deve concorrer ao Senado Federal pelo Estado de Mato Grosso

O ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT), foi exonerado na tarde desta sexta-feira, 27. A saída ocorreu para que ele participasse da votação do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No entanto, a previsão é de que ele não retorne mais ao cargo.

Inicialmente, Fávaro deixaria a pasta somente na segunda-feira 30. Isso porque ele pretende disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso nas eleições deste ano.

Com a antecipação da saída de Fávaro por causa da CPMI, no entanto, o governo federal teria optado por não nomeá-lo novamente devido ao pouco tempo restante para o prazo de desincompatibilização. Quem pretende participar do pleito precisa deixar cargos no Executivo até o dia 4 de abril.

Ministro de Pesca substituirá Fávaro

O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, deve assumir o Ministério da Agricultura no lugar de Fávaro. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ainda planeja realizar uma cerimônia oficial para a transmissão do cargo no Palácio do Planalto.

Fávaro ocupava a vaga de senador no início do governo Lula, mas licenciou-se para assumir o ministério. A suplente Margareth Buzetti (PP-MT) ocupava a cadeira no Senado Federal. No entanto, como Buzetti indicou voto favorável ao relatório da CPMI, o govrtno decidiu exonerar o ministro para que ele votasse contra.

O parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) pedia o indiciamento de 216 pessoas. Entre os citados, Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. Para evitar uma derrota e o desgaste político, o Palácio do Planalto decidiu retomar votos na comissão através da volta de ministros ao Legislativo.

*Fonte: Revista Oeste