Deputado aponta potencial autoritário da nova lei e enumera medidas do governo Lula que prejudicaram mulheres
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu a um vídeo acusatório da primeira-dama Janja e criticou o projeto conhecido como PL da Misoginia. Em vídeo publicado no X neste domingo, 29, o parlamentar afirmou que a proposta “não tem nada a ver com violência contra a mulher” e a classificou como uma tentativa de controle de opinião.
“Esse projeto é literalmente uma forma de controlar o que pode ou não pode ser dito”, disse Nikolas, em resposta às acusações de Janja contra ele. A iniciativa estaria sendo usada para “calar qualquer um que discorde”.
Janja acusou Nikolas de disseminar “discurso de ódio” e desinformação. “Não adianta vir com essa cara de sonsa querer enganar alguém”, afirmou. “As pessoas compreenderam que esse projeto não tem nada a ver com agressão contra a mulher.”
Minha resposta à Janja. pic.twitter.com/eMPi15d5zp
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 29, 2026
Na resposta, Nikolas expôs o crescimento dos números de violência contra a mulher nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu marido. E aumentou a morte de mulheres em quase 10%”, declarou, em referência a números de 2003 a 2013. Ele também citou dados sobre crescimento de casos no início do atual mandato.
Nikolas acusa governo Lula de promover verdadeira misoginia
O parlamentar acusou a primeira-dama de “silêncio seletivo” diante de episódios relativos a aliados do governo, como a agressão do filho de Lula à ex-mulher e os casos de assédio do ex-ministro Silvio Almeida. “Isso não é defender as mulheres. Isso é defender as mulheres que te convêm e se silenciar quando não te convém”, declarou.
“Você não lembra das três mulheres que o Lula demitiu para poder abarcar homens do centrão?”, questionou o deputado. Ana Moser, ex-ministra do Esporte, foi substituída por André Fufuca (PP-MA); Daniela Carneiro, ex-ministra do Turismo, foi trocada por Celso Sabino (União Brasil-PA); além delas, Nísia Trindade foi substituída na Saúde por Alexandre Padilha (PT-SP).
Misoginia? Saiba a verdade do que foi aprovado. pic.twitter.com/mWWhpNZjMi
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 25, 2026
Nikolas expandiu a crítica à atuação da esquerda no Congresso. “Quando eu voto para aumentar a pena para crimes hediondos […], eu estou protegendo as mulheres. Enquanto isso, seu partido, o partido do seu marido, o PT, e também o Psol votaram contra essa proposta.”
O deputado enquadrou nas críticas ao governo federal a postura diplomática do governo Lula, aliada de grupos terroristas e países que autorizam por lei a violência contra a mulher.
“As filhas, irmãs, mães que estão sendo violentadas e mortas, Janja, são as jovens que estão sendo mortas nas manifestações no Irã. As vítimas do Hezbollah que são estupradas”, afirmou. “As vítimas dos verdadeiros extremistas islamistas que estão sentados ao lado do vice-presidente do seu marido.”
*Fonte: Revista Oeste