Israel elimina comandante do Hezbollah em ofensiva no Líbano

Neutralizado pelos israelenses, Youssef Hashem era comandante e responsável por operações terroristas no Iraque

Uma ofensiva realizada por Israel na região de Jnah, em Beirute, no Líbano, durante a madrugada desta quarta-feira, 1º, resultou na morte do comandante do Hezbollah Youssef Hashem, segundo informações repassadas à AFP por uma fonte de segurança do país e por um representante do grupo terrorista. O homem era responsável por operações militares no Iraque.

De acordo com a fonte de segurança libanesa, Youssef Hashem estava reunido em uma tenda próxima a diversos veículos no momento do ataque. A mesma fonte detalhou que ele exercia a função de líder militar do Hezbollah para as ações no território iraquiano.

Ofensiva de Israel e contexto internacional

O presidente dos EUA, Donald Trump, aliado de Israel, fará uma atualização sobre a guerra nesta terça-feira, às 22h (de Brasília) | Foto: Reuters/Kylie Cooper

Uma fonte ligada ao Hezbollah também confirmou a morte do comandante no ataque. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o total de vítimas na ação chegou a sete pessoas.

No contexto internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará uma declaração sobre o conflito com o Irã nesta quarta-feira, 1º, às 21h, em Washington (22h, em Brasília). A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a informação em publicação na rede social X.

O pronunciamento, descrito como uma “atualização importante” sobre a guerra, ocorre em meio a oscilações no discurso do presidente. Na segunda-feira 30, Trump ameaçou atacar infraestruturas petrolíferas iranianas, incluindo a Ilha de Kharg, caso não houvesse progresso nas negociações sobre o Estreito de Ormuz. Já nesta terça-feira, 31, minimizou a urgência de um acordo, ao dizer que a questão é “irrelevante”.

Apesar das variações no tom, Trump reforçou a intenção de encerrar o conflito em breve. Ele declarou que as tropas dos Estados Unidos deverão deixar o Irã “muito em breve”, estipulando o prazo de “duas ou três semanas” para essa retirada, conforme afirmou à imprensa internacional.

*Fonte: Revista Oeste