Associação das empresas aéreas alerta para custos elevados
Na quarta-feira 1°, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) projetou “consequências severas” para o setor depois do reajuste de quase 55% no preço do combustível de aviação.
“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, afirmou a associação em nota.
Somada à alta de março, a nova taxa eleva o peso do combustível de 30% para 45% dos custos operacionais das companhias.
A Petrobras confirmou a elevação do preço médio de venda para as distribuidoras conforme a paridade internacional.
Para mitigar o impacto, porém, a estatal ofereceu um parcelamento.
As distribuidoras pagarão 18% da alta em abril e o restante em seis parcelas a partir de julho.
“Essa medida visa a preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, informou a estatal.
Combustível de aviação acompanha valorização do petróleo
A valorização do petróleo no mercado internacional motiva o aumento.
A guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, elevou o preço do barril de US$ 70 para mais de US$ 115.
Embora o Brasil produza 80% do querosene consumido internamente, os preços acompanham as variações globais.
A associação das empresas não mencionou reajustes diretos nas tarifas, mas defendeu mecanismos para reduzir o impacto nos custos.
O Grupo Abra, controlador da Gol, estima que cada dólar de acréscimo no galão do combustível pode elevar as passagens em 10%.
Já a Azul aumentou o preço médio das passagens em mais de 20% nas últimas três semanas.
A companhia também prevê reduzir em 1% a oferta de voos domésticos no segundo trimestre.
*Fonte: Revista Oeste