Movimento ocorre em meio à reta final do prazo definido pelo TSE
O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, decidiu deixar o governo Lula para negociar uma dobradinha com Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo.
O movimento ocorre a um dia do fim do prazo legal para desincompatibilização de quem quer disputar as eleições.
A definição ganhou força depois de uma reunião entre França e o presidente Lula, realizada na tarde de ontem.
O encontro entrou na agenda oficial do Planalto no início da noite.
Interlocutores relatam que França negocia um lugar na chapa.
O desenho ainda não está fechado. A equipe avalia duas possibilidades: candidatura ao Senado ou a posição de vice.
A articulação inclui outros nomes que saíram do Poder Executivo nesta semana.
Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) aparecem como peças no arranjo político que o grupo tenta consolidar no Estado.
Pressão do calendário eleitoral
O calendário pesou na decisão. O prazo para saída de ministros termina no dia 4.
França optou por antecipar o movimento para garantir margem nas negociações e evitar entraves jurídicos.
Nas redes sociais, França indicou mudança de foco. Ele afirmou que concentrará esforços ao lado do PSB em um projeto voltado para São Paulo e para o país.
Mudanças na Esplanada
A saída abre espaço para ajustes na estrutura do governo.
O secretário-executivo do Ministério da Indústria, Márcio Elias Rosa, surge como principal nome para substituir França na Esplanada.
Antes da decisão, o Planalto avaliava remanejar França para outro ministério.
A alternativa perdeu força com a definição de disputar as eleições.
O rearranjo sinaliza uma fase de transição no governo federal, com impacto direto nas alianças estaduais.
Em São Paulo, a movimentação indica tentativa de ampliar a base de apoio para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes.
*Fonte: Revista Oeste