ONG comenta ‘enriquecimento extraordinário’ de Moraes e cobra investigação da PGR

Em cinco anos, ministro desembolsou, à vista, R$ 23,4 milhões na compra de imóveis em Brasília e São Paulo

A organização não governamental Transparência Internacional comentou o “enriquecimento extraordinário” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A ONG cita reportagem publicada nesta segunda-feira, 6, pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre o patrimônio de Moraes. Segundo o jornal, o patrimônio imobiliário do ministro e de sua mulher, Viviane Barci, cresceu 266% desde que ele passou a integrar o STF, em março de 2017.

Atualmente, segundo o levantamento do Estadão, Viviane e Moraes possuem 17 imóveis, avaliados em R$ 31,5 milhões. Nos últimos cinco anos, o casal desembolsou R$ 23,4 milhões na compra de imóveis em Brasília e em São Paulo, todos eles à vista, conforme os registros em cartório.

A Transparência Internacional relaciona o extraordinário aumento patrimonial de Moraes com as “relações inexplicadas do ministro com Daniel Vorcaro e o Banco Master”. A ONG voltou a criticar a Procuradoria-Geral da República (PGR) pela omissão na investigação de Moraes. A imprensa segue “avançando nas investigações enquanto a PGR permanece omissa”, diz a organização.

Relações de Moraes com o Master

A suspeita é de que Moraes teria atuado como lobista do Master. A imprensa divulgou encontros entre o ministro e Vorcaro, além de contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder a favor do Master no caso da liquidação.

Pesa o fato de que Viviane Barci, mulher de Moraes, assinou com o banco um contrato de R$ 129 milhões, valor considerado irreal no mercado jurídico.

Recentemente, a imprensa divulgou que Moraes e Barci voaram ao menos oito vezes em jatos executivos de Vorcaro, entre maio e outubro de 2025. Entretanto, apesar das suspeitas, o ministro do STF não é investigado pela PGR.

*Fonte: Revista Oeste