MP e TCU querem investigar possível infiltração do PCC em prefeituras de SP

Órgãos apontam risco de influência da facção sobre sistemas municipais de arrecadação e fluxo de recursos públicos

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu a Corte a abertura de procedimento para investigar uma possível infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em estruturas da administração pública de São Paulo.

A representação foi assinada pelo subprocurador-geral Lucas Furtado. Segundo o documento, a suposta atuação da organização criminosa em órgãos públicos possui “inequívoca dimensão político-institucional e repercussões em nível nacional e internacional”.

A polícia realizou centenas de prisões e de apreensões durante investigações contra integrantes do PCC | Foto: Agência Brasil

Órgãos apontam risco sobre arrecadação pública

Na representação, Furtado afirma que a infiltração do PCC em sistemas de arrecadação e gestão de receitas municipais pode comprometer a confiabilidade das estruturas públicas e abrir espaço para desvio ou ocultação de recursos.

O subprocurador também sustenta que o impacto ultrapassa o âmbito municipal e alcança interesses diretos da União. Especialmente por causa da circulação de verbas federais em programas, convênios e instrumentos de cooperação entre governos.

O pedido encaminhado ao TCU solicita acompanhamento de fatos relacionados a um suposto plano de ação da facção para infiltração em prefeituras e no governo paulista.

A representação menciona preocupação específica com sistemas de emissão de boletos e notas fiscais municipais. Além de possíveis riscos de captura ou influência do PCC sobre fluxos financeiros públicos.

Em nota, o governo paulista afirmou que a representação trata de episódios anteriores à atual gestão. Também destacou que as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.

A administração estadual também declarou que mantém políticas permanentes de combate ao crime organizado e disse permanecer à disposição dos órgãos de controle.

*Fonte: Revista Oeste