PF indicia suplente de Alcolumbre por desvio de R$ 350 mil

Breno Chaves Pinto teria participado de um esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos do Dnit em obras no Amapá

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta sexta-feira, 22, o empresário Breno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Breno é suspeito de fraudar licitações e desviar recursos em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá.

O caso faz parte da Operação Route 156, que apura irregularidades em contratos ligados à BR-156, a principal rodovia federal do Estado.

Até o momento o suplente de Alcolumbre não se manifestou sobre o indiciamento. Em outras ocasiões, no entanto, negou qualquer irregularidade.

Investigações da PF

Segundo as investigações, Breno foi flagrado ao deixar uma agência bancária depois de sacar R$ 350 mil em espécie. O dinheiro, de acordo com PF, tem origem em contratos fraudulentos do Dnit.

Na ocasião, o suplente saiu da agência e embarcou em um carro ligado a primos de Alcolumbre. Por meio de nota, o presidente do Senado afirmou não ter nenhuma relação com a atuação empresarial de seu suplente.

A PF também indiciou Marcello Linhares, superintendente regional do Dnit no Amapá. Mensagens obtidas durante a apuração indicam interlocução entre Linhares e Breno sobre contratos, obras e pedidos de liberação de recursos.

PF indicia suplente de Alcolumbre por desvio de R$ 350 mil
PF flagrou o mopmento em que Breno Chaves Pinto deixa agência de banco — Foto: Reprodução/Redes sociais

Em uma das mensagens citadas no relatório, Linhares pede a Breno que pressione o governo por liberação de recursos com Alcolumbre.

“Solicita a Breno que fale com o senador Davi Alcolumbre para postar uma foto, e para dar uma pressão no governo para liberar nossos empenhos”, diz trecho da investigação.

Em relação a esta menção, o presidente do Senado afirma que responde apenas pelos próprios atos.

“Davi Alcolumbre responde apenas pelos próprios atos, não tendo responsabilidade por alegações, conversas privadas, condutas atribuídas a terceiros ou supostas referências a seu nome, destituídas de prova de conduta indevida”, afirma a nota divulgada pela equipe de comunicação Alcolumbre.

*Fonte: Revista Oeste