Chile apreende mais de 100 toneladas de drogas em cargas de madeira

Operação em portos chilenos interceptou carregamentos vindos da Bolívia e marcou a maior apreensão de drogas da história do país

O governo do Chile apreendeu mais de 100 toneladas de drogas escondidas em cargas de madeira provenientes da Bolívia. A operação ocorreu nos portos de Arica, Valparaíso e San Antonio e foi classificada pelas autoridades como a maior apreensão de entorpecentes da história do país.

As investigações duraram cerca de seis meses e envolveram a Polícia Marítima, o Ministério Público chileno, a alfândega chilena e equipes especializadas em combate ao tráfico internacional.

Segundo as autoridades, a carga total incluía cerca de mil toneladas de madeira contaminada principalmente com cloridrato de cocaína e cetamina.

Operação em portos

As drogas estavam ocultas dentro das estruturas de madeira exportadas pela Bolívia. As equipes utilizaram cães farejadores, scanners e tecnologias de detecção para localizar os entorpecentes nos carregamentos.

De acordo com o Serviço Nacional de Alfândega do Chile, entre 10% e 20% de cada carga continha substâncias ilícitas. E estavam dentro de 45 contêineres.

As autoridades afirmaram que os carregamentos tinham como destino 14 portos internacionais, incluindo terminais nos Estados Unidos e em seis países da Europa: Alemanha, Bélgica, França, Espanha, Portugal e Reino Unido.

“Golpe histórico” do governo do Chile

O governo chileno afirmou que a operação representa um “golpe histórico” contra o crime organizado transnacional. Segundo estimativas oficiais, a apreensão evitou lucros de cerca de US$ 8 bilhões, equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, para organizações criminosas.

O ministro da Segurança do Chile, Martín Arrau, declarou que a operação revelou o nível de sofisticação das redes internacionais de tráfico.

O Ministério Público informou que a investigação faz parte de um programa criado em 2024 para reforçar o controle de portos e antecipar ações do crime organizado por meio de inteligência e análise criminal.

*Fonte: Revista Oeste