Kassio Nunes Marques pretende ampliar a presença de observadores internacionais no pleito de 2026
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, pretende convidar representantes da União Europeia para acompanhar as eleições brasileiras de 2026. A iniciativa integra a estratégia da Corte para ampliar a participação de observadores internacionais no processo eleitoral.
Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, Nunes Marques deve formalizar o convite nas próximas semanas. A proposta é repetir uma prática já adotada pela Justiça Eleitoral em pleitos anteriores.
TSE negocia missão de especialistas da União Europeia
O modelo em negociação é a chamada Missão de Especialistas Eleitorais (EEM, na sigla em inglês). Segundo o Serviço Europeu para a Ação Externa, especialistas independentes acompanham o processo eleitoral por cerca de dois meses e elaboram um relatório técnico com recomendações ao fim dos trabalhos.
“Os especialistas avaliam de forma imparcial se o processo eleitoral é conduzido em conformidade com as obrigações internacionais, regionais e nacionais relativas à realização de eleições democráticas”, diz o serviço externo da UE.
O formato é mais enxuto do que as Missões de Observação Eleitoral, que contam com delegações maiores, visitam locais de votação, mantêm contato com a imprensa e divulgam avaliações públicas mais detalhadas.
Convite ocorre antes do pleito de 2026
Embora as eleições presidenciais estejam marcadas apenas para outubro de 2026, o TSE já iniciou os preparativos para a observação internacional do pleito.
A presença de observadores estrangeiros tornou-se uma ferramenta utilizada pela Justiça Eleitoral para ampliar a transparência do processo. Em eleições recentes, representantes de organismos multilaterais, universidades e entidades internacionais acompanharam o funcionamento das urnas eletrônicas e outros procedimentos adotados pela autoridade eleitoral brasileira.
A expectativa é que a participação da UE tenha relevância institucional, já que o bloco mantém programas de acompanhamento eleitoral em diversos países e costuma produzir avaliações técnicas sobre os processos observados.
Além da União Europeia, o TSE poderá estender convites a outras organizações internacionais especializadas em observação eleitoral, como ocorreu em eleições anteriores.
*Fonte: Revista Oeste