O Júri Nacional Eleitoral confirmou o resultado oficial do 2º turno depois de semanas de apuração
Órgão similar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Júri Nacional Eleitoral do Peru confirmou a vitória de Keiko Fujimori no segundo turno das eleições presidenciais nesta sexta-feira, 3. A proclamação oficial ocorreu semanas depois do encerramento da contagem de votos pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais, finalizada em 29 de junho. A candidata conservadora assegurou uma vantagem matemática irreversível sobre o deputado de esquerda Roberto Sánchez no dia 24 de junho.
O adversário derrotado declarou publicamente que rejeita o resultado proclamado pelo “TSE” peruano e não reconhecerá a legitimidade da nova presidente. O Peru acumula uma sequência de crises políticas severas em que nenhum dos governantes anteriores conseguiu terminar o mandato de cinco anos determinado pela lei.
Nova presidente assume país com o Parlamento fragmentado
A líder eleita enfrentará dificuldades políticas logo no início da gestão devido à divisão de forças no Legislativo. Keiko Fujimori disputou o pleito presidencial pela quarta vez e estruturou os seus discursos em promessas de combate rigoroso à criminalidade. A plataforma conservadora resgatou o legado político de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, que morreu em 2024.
A nova presidente tem 51 anos, nasceu em Lima e possui formação acadêmica em administração de empresas com pós-graduação nos Estados Unidos. O plano de trabalho apresentado pela herdeira política foca o monitoramento eletrônico de segurança. O projeto prevê a instalação de centros de vigilância integrados com mapas de violência em tempo real e uso de inteligência artificial para antecipar ações de quadrilhas.
Na área econômica, Keiko Fujimori pretende aplicar um pacote de desregulamentação para cortar exigências burocráticas federais. O objetivo é reduzir os gastos operacionais desnecessários e facilitar o funcionamento de pequenas e médias empresas. A gestão da presidente eleita também promete ainda dar maior poder à Controladoria-Geral da República para auditar e fiscalizar as despesas orçamentárias dos ministérios.
*Fonte: Revista Oeste