Gestão desagrada 49%, contra 46% que a avaliam positivamente; entre evangélicos, rejeição alcança 63%, enquanto no Sul chega a 57%
A reprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva supera a aprovação, segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 10, mostra que 49% dos entrevistados desaprovam a gestão do petista, enquanto 46% a aprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.
O estudo também mostra uma avaliação negativa do governo. Ao todo, 44% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 34% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 21% avaliam o desempenho como regular, e 2% não responderam.

A pesquisa ocorre a menos de dois meses do primeiro turno das eleições. A votação está marcada para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente, governadores, senadores e deputados.
Evangélicos são grupo de maior rejeição a Lula

O recorte por religião apresenta uma das maiores diferenças da pesquisa. Entre os evangélicos, 63% desaprovam o governo Lula, enquanto 31% o aprovam. Entre católicos, a desaprovação é de 45%, contra 50% de aprovação. Já entre os entrevistados sem religião, Lula registra 60% de aprovação e 35% de desaprovação.
O desempenho do petista entre os evangélicos também aparece associado à intenção de voto. No cenário estimulado de primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 47% entre os evangélicos, contra 26% de Lula. No total da amostra, os dois aparecem com 35% e 40%, respectivamente.
No recorte regional, o Sul apresenta a maior desaprovação, com 57%. A aprovação chega a 34%. No Sudeste, Lula tem 54% de desaprovação e 41% de aprovação. No Nordeste, ocorre o inverso: 56% o aprovam e 40% o desaprovam. Já no Norte e no Centro-Oeste, os índices são de 52% e 43%, respectivamente.
A pesquisa ouviu 2.001 eleitores entre 7 e 9 de agosto, por telefone, em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.
*Fonte: Revista Oeste