Nikolas ironiza Janja sobre Discord: ‘Eleitor jovem vai amar’

Em vídeo nas redes sociais, parlamentar atribuiu medida da ANPD à influência da primeira-dama

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou nesta quarta-feira, 12, a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil e ironizou a medida da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Ele atribuiu a decisão à influência da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

Nikolas afirmou que a decisão de suspender as lives no Discord deve ter impacto negativo entre os jovens em ano de eleições. “A nossa camisa 10 e faixa, que é a Janja, acaba de, através da sua influência, derrubar as lives no Discord”, disse o deputado, em tom de ironia. “Mais uma vez, obrigado, porque o eleitorado jovem deste país vai amar. Uma salva de palmas para a Janja.”

Críticas de Nikolas à lógica da suspensão

O parlamentar também argumentou que, sob a lógica da esquerda, qualquer plataforma seria responsabilizada por crimes de usuários.

“Segundo a lógica da esquerda, você sempre tem que derrubar a plataforma por causa de um criminoso, né?”, indagou. “Então, se for assim, nós vamos ter que proibir faca também. Faca mata gente. Nós vamos ter que proibir o Instagram também, porque o Instagram também tem lives e postagens criminosas. Nós vamos ter que proibir os carros também. Carro também é usado para poder matar gente.”

Além disso, Nikolas destacou que a medida atinge a ferramenta, mas não combate diretamente os delitos praticados por quem utiliza a plataforma. “É inacreditável que você derruba as lives no Discord, mas não tem nada para poder combater o criminoso”, disse o parlamentar.

Contexto da decisão da ANPD e resposta do Discord

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Logotipo do Discord; ANPD suspendeu lives na plataforma depois de caso de adolescente, e empresa já apresentou proposta à AGU | Foto: Divulgação

A decisão da ANPD foi tomada nesta quarta-feira, 12, depois do caso da morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão ao vivo na plataforma. Conforme a investigação, a jovem teria sido coagida, ameaçada e induzida por integrantes de um grupo enquanto participava da live.

Na investigação, uma ação coordenada das polícias civis de cinco Estados cumpriu mandados de busca e apreensão, em 4 de agosto, contra suspeitos de envolvimento no caso.

O Discord, por sua vez, contestou a decisão da ANPD e informou que já havia retirado do ar o servidor privado relacionado ao episódio antes da morte da adolescente. A empresa reafirmou que não permite grupos que incentivem ou promovam violência, além de continuar colaborando com as autoridades.

*Fonte: Revista Oeste