‘Pacotão eleitoral’ de Lula leva gastos ao maior patamar desde a pandemia

Apenas nos últimos dois meses, o governo federal elevou a projeção de despesas em mais de R$ 22 bilhões

Uma série de benefícios concedidos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às vésperas das eleições gerais no país, levará os gastos da União ao maior patamar desde 2020, no início da pandemia de covid-19, de acordo com estimativas da própria equipe econômica.  

Segundo dados do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referentes ao quarto bimestre do ano, os gastos devem atingir 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. Trata-se do maior porcentual desde 2020, quando as despesas representaram 25,6% do PIB. 

Subvenção de combustíveis e reajuste no Bolsa Família

Apenas nos últimos dois meses, o governo Lula elevou a projeção de despesas em mais de R$ 22 bilhões. O número aumentou, principalmente, por causa de créditos extraordinários, como subvenções de combustíveis. 

Também pesa sobre as contas públicas o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, principal programa social do governo, anunciado por Lula na semana passada. O impacto será de R$ 5,8 bilhões neste ano. 

Em pleno ano eleitoral, o governo Lula já desembolsou cerca de R$ 269 bilhões. As projeções da equipe econômica revelam que, até o fim de 2026, esse montante pode subir em mais R$ 5 bilhões em subvenções do diesel que ainda não entraram em vigor. 

O governo Lula aumentou a estimativa de déficit nas contas públicas para R$ 80,9 bilhões neste ano, ante R$ 52 bilhões da projeção anterior. 

“Isso não é uma tendência. São créditos extraordinários que não se repetirão no tempo. São despesas temporárias em função da guerra e dos seus efeitos na população brasileira”, minimizou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

*Fonte: Revista Oeste