Deputado expõe suposto acordão que envolve o TCU, STF e Senado

Gustavo Victorino participou com exclusividade do Pleno Time

O deputado federal eleito Gustavo Victorino (Republicanos-RS) contou da existência de supostas negociações de bastidores em Brasília que envolveriam o Tribunal de Contas da União (TCU), o Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, as articulações teriam como objetivo rearranjar posições estratégicas nos Poderes e incluir um “acordão” relacionado ao futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Victorino afirmou ter recebido informações de interlocutores em Brasília sobre uma possível proposta que teria sido apresentada ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. De acordo com o deputado, uma das versões da negociação envolveria a indicação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para o TCU, enquanto Rodrigo Pacheco seria cotado para uma vaga no STF.

Já a presidência do Senado ficaria entre as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Bia Kicis (PL-DF). A condição, segundo Victorino, seria impedir o avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

O deputado também mencionou a possibilidade de uma contrapartida envolvendo Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes concederia liberdade ao ex-presidente, mas sem a restituição de seus direitos políticos.

– Então, assim, essa foi a proposta que surgiu agora pela manhã – afirmou o parlamentar nesta quinta-feira (29).

Victorino também compartilhou ter recebido informações sobre uma segunda possibilidade de composição. Nessa segunda versão, Alcolumbre abriria mão da presidência do Senado em favor de uma das parlamentares já mencionadas, enquanto a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, poderia ser indicada ao TCU.

– Você vai botar o coelho a cuidar da plantação de cenoura. É mais ou menos isso que aconteceria – declarou, referindo-se especificamente a Gleisi.

O parlamentar, no entanto, disse rejeitar o acordão.

– Mas vou deixar bem claro, a direita não aceita nenhuma dessas propostas – afirmou.

*Fonte: PlenoNews