Contrabando de imigrantes: PF mira grupo que enviou 270 brasileiros aos EUA

Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão no município de Central de Minas (MG)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 6, a Operação Chihuahua, que combate o contrabando de imigrantes. Os agentes da corporação cumprem 16 mandados de busca e apreensão no município de Central de Minas (MG). 

De acordo com a PF, o grupo criminoso investigado seria responsável pelo envio ilegal de mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos, entre 2021 e 2024. 

As investigações apontam que o principal suspeito organizava a logística das viagens – desde a saída do Brasil, por via aérea, até a entrada irregular em território norte-americano. 

Segundo a PF, o suspeito teria montado, com a ajuda de um familiar e de outros sete investigados, uma estrutura para realizar o ocultamento patrimonial da organização criminosa. 

O grupo operava sete empresas que faziam a movimentação do dinheiro. Durante o período analisado pela PF, a quadrilha teria movimentado cerca de R$ 270 milhões, dos quais quase R$ 12 milhões seriam originários do contrabando de migrantes.

O que diz a PF

Em nota, a PF informou que “realizou análises com o objetivo de rastrear a movimentação de recursos e identificar possíveis mecanismos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita”. 

“No âmbito das medidas cautelares autorizadas pela Justiça, foi deferida a expedição de mandados de busca e apreensão de automóveis vinculados aos investigados, com o objetivo de assegurar a efetividade das medidas de constrição patrimonial determinadas judicialmente”, afirmou a corporação. 

A investigação também identificou o uso de empresas de fachada e de mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados à associação criminosa.

“Com a deflagração da operação, as equipes policiais trabalham para efetivar o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão arrecadatórios de veículos que são objeto de sequestro judicial”, diz a PF. 

*Fonte: Revista Oeste