Wajngarten nega que aliados tenham traído Flávio: ‘Teve todo o apoio que quis’

Ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro critica a busca por culpados dentro da direita

O ex-secretário de Comunicação Social Fábio Wajngarten negou que aliados tenham traído Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. Em entrevista nesta quinta-feira, 5, ele rejeitou as acusações contra integrantes da direita depois da derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva. “O Flávio teve todo o apoio que ele quis”, afirmou Wajngarten.

Depois da eleição, aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foram apontados como responsáveis pela derrota. Wajngarten rejeitou as acusações. “São factoides provocados de propósito para quem não tem a menor relevância tentar adquirir uma relevância artificial”, declarou.

O ex-secretário não identificou os responsáveis pelas acusações. Segundo ele, suspeitas lançadas anonimamente ganham repercussão nas redes sociais e levam a julgamentos precipitados de aliados antigos e recentes.

Wajngarten afirmou que nenhuma das acusações feitas depois da eleição tinha fundamento, criticou a busca por culpados e cobrou uma avaliação dos erros da campanha com base em fatos. “Há que se pontuar com calma, com verdade, com justiça, tudo o que acontece”, disse.

Wajngarten defende união da direita

Para Wajngarten, a direita precisa reconhecer os erros da campanha e abandonar as disputas internas. O ex-secretário criticou o uso das redes sociais para atacar aliados e buscar repercussão. “A direita tem que fazer uma mea-culpa e tem que parar de ter esse DNA persecutório, esse DNA que busca likes“, afirmou.

Ele também defendeu a manutenção das alianças políticas e a aproximação com novos grupos para ampliar a base de apoio da direita. “Você tem que construir novas amizades e manter as que você já tem”, declarou. Wajngarten afirmou que a direita precisa se organizar e planejar as próximas disputas eleitorais. Segundo ele, o movimento não pode repetir os erros cometidos na eleição presidencial.

*Fonte: Revista Oeste