Em meio a um panorama crítico na saúde pública de Rondonópolis, a Câmara Municipal e a Secretaria de Saúde intensificam ações conjuntas para enfrentar os desafios herdados da gestão anterior. Após a coletiva de imprensa concedida pela secretária de Saúde, Tânia Balbinotti, na terça-feira (07), a presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereadora Luciana Horta (PL), trouxe novas declarações que reforçam a gravidade da situação e a necessidade de união entre os poderes para devolver à população um sistema de saúde funcional e digno.
Na coletiva, Tânia Balbinotti foi categórica ao revelar o estado de abandono da pasta. Desde a falta de insumos básicos, como luvas e seringas, até prédios mal conservados e dívidas com fornecedores, o diagnóstico apresentado pela secretária demonstrou a magnitude do desafio que a gestão municipal enfrenta. “Estamos lidando com vidas, e isso exige planejamento e cuidado. Trabalhar de forma improvisada não é uma opção”, afirmou.
Reforçando esse cenário, Luciana Horta descreveu a situação vivida pelas unidades de saúde, que sofrem com superlotação e ausência de condições adequadas de atendimento. Segundo ela, visitas à UPA e às policlínicas evidenciaram a precariedade e a sobrecarga do sistema. “A UPA está cheia, as policlínicas estão cheias, e não temos condições de atender à demanda sem medidas emergenciais”, destacou a vereadora, em apelo à população para colaborar com ações de combate ao mosquito transmissor da dengue e chikungunya, doenças que vêm assolando a cidade.
O discurso de Luciana Horta converge com as propostas apresentadas por Tânia Balbinotti. Ambas reforçam a necessidade de ações rápidas e coordenadas, como o choque de limpeza em prédios de saúde, nebulização e reforço no combate às endemias. Além disso, a secretária anunciou a abertura do Hospital Retaguarda e a manutenção preventiva de equipamentos e ambulâncias como medidas emergenciais para desafogar as unidades.
Luciana, por sua vez, valorizou a reabertura do Hospital Retaguarda. “Foi uma grande evolução no atendimento à população. A secretária mostrou proatividade ao conseguir realocar a estrutura, mesmo diante das dificuldades encontradas”, afirmou.

Ambas também pontuaram que a falta de planejamento e organização da gestão anterior agravou o quadro atual. Tânia Balbinotti destacou o descumprimento de critérios em programas do Ministério da Saúde e os custos exorbitantes das judicializações como exemplos do que precisa ser corrigido para que a saúde pública volte a ser eficiente.
Luciana Horta corroborou, alertando que a crise na saúde exige não apenas soluções estruturais, mas também um trabalho motivacional com as equipes de atendimento. “Os técnicos, enfermeiros e profissionais de saúde estão empenhados e têm esperança de que essa gestão traga mudanças reais. Mas sabemos que é necessário tempo e planejamento para superar esse cenário”, declarou a vereadora, que também defendeu um esforço conjunto entre a Câmara, o Executivo e a população.
As falas de Tânia e Luciana deixam claro que a crise na saúde de Rondonópolis só poderá ser superada com trabalho conjunto e ações efetivas. Enquanto a Secretaria busca soluções emergenciais e planeja projetos a médio e longo prazo, como a construção de uma nova UPA e a criação de Policlínicas 24 horas, a Câmara reforça seu papel de fiscalizar, propor ideias e dar suporte ao Executivo.
Como destacou a vereadora, a esperança de dias melhores motiva todos os envolvidos. “A saúde de Rondonópolis tem jeito, mas exige comprometimento, planejamento e muito trabalho. É o que estamos fazendo, com foco nas vidas que dependem desse sistema para sobreviver”, concluiu.