Tarifaço: Argentina ganha menor alíquota dos EUA, e Brasil, a maior

As tarifas adicionais são de 50% para produtos brasileiros e 10% para argentinos

A uma semana de novas tarifas entrarem em vigor nos Estados Unidos, a Casa Branca confirmou que os produtos brasileiros terão sobretaxa máxima, enquanto a Argentina terá a menor incidência entre os países afetados. O governo norte-americano fixou em 50% o porcentual para o Brasil e determinou 10% para a Argentina, cuja gestão mantém alinhamento com o presidente Donald Trump.

Segundo a ordem executiva publicada nesta quinta-feira, 31, mercadorias de parceiros comerciais não listados no Anexo I deverão pagar uma cobrança adicional de 10%, conforme a Ordem Executiva 14.257. A Argentina, não especificada com valor próprio, enquadra-se nesse grupo.

Já o Brasil integra a relação de mais de 70 nações com sobretaxas entre 15% e 50%. Fontes do governo argentino informaram ao jornal Clarín que continuam em diálogo para tentar ampliar vantagens comerciais.

Cidadãos da Argentina podem ter isenção de visto dos EUA

Nesta semana, a Casa Rosada recebeu Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que firmou dois acordos com a Argentina. O primeiro é na área de segurança, enquanto o outro trata da adesão ao programa de isenção de vistos para entrada nos EUA.

Além da queda na inflação e acordo tarifário favorável com os EUA, Javier Milei pode comemorar uma das menores taxas de pobreza os últimos anos na Argentina | Foto: Reprodução/Twitter/X
Além da queda na inflação e do acordo tarifário favorável com os EUA, Milei pode
comemorar a menor taxa de pobreza dos últimos sete anos | Foto: Reprodução/Twitter/X

A implementação do programa de isenção, contudo, depende de ajustes entre os governos e pode levar tempo para vigorar.

Em 2024, os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações argentinas, totalizando US$ 6,4 bilhões. No mesmo período, produtos norte-americanos ocuparam a terceira posição entre as importações argentinas, com US$ 6,2 bilhões, atrás apenas de Brasil e China.

*Fonte: Revista Oeste