Parlamentares da direita reagem à ‘inércia’ diante de ações do STF
Nesta terça-feira, 5, a oposição começou um movimento de obstrução dos trabalhos no Parlamento, em resposta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato da direita inclui a ocupação das mesas diretoras da Câmara e do Senado.
Os congressistas intensificaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Desde a decisão contra Bolsonaro, oposicionistas tentam, sem sucesso, estabelecer contatos.
A cobrança inclui uma reação institucional às medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES), igualmente assinadas por Moraes. A oposição exige que a Casa avance com as solicitações de impeachment contra o ministro, relator de ambos os casos no STF.

No entanto, Alcolumbre evita qualquer sinal público de que colocará os pedidos em análise. Segundo interlocutores, ele afirma que não pretende ceder à pressão.
Além disso, o presidente do Senado passou a ser alvo de críticas nos bastidores depois de o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) citar seu nome como possível alvo de sanções do governo Donald Trump, nos Estados Unidos.
Ocupação da Mesa da Câmara. Não vamos recuar! pic.twitter.com/g3db9S67MM
— MarioFrias (@mfriasoficial) August 5, 2025
Em coletiva da oposição, Flávio Bolsonaro defende impeachment de Moraes
Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira, 5, o senador Flávio Bolsonaro argumentou que Moraes transformou um problema pessoal em crise institucional ao impor medidas que, segundo ele, extrapolam os limites legais.
Durante a entrevista, o senador defendeu a anistia aos condenados pelos atos do 8 de janeiro e afirmou que o tema precisa entrar em votação no Congresso. Além disso, acusou o STF de mudar sua jurisprudência para impedir que Bolsonaro responda na primeira instância, como ocorreu com outros ex-presidentes.
Para Flávio, a destituição de Moraes é o primeiro passo para restaurar o equilíbrio entre os Poderes. “Queremos propor para que o Brasil volte a olhar para a frente e quebre os seus retrovisores.”
*Fonte: Revista Oeste