Ditadura da Venezuela liberta 13 presos políticos; centenas continuam presos

Pessoas foram detidas durante protestos realizados em 2024, depois de eleições presidenciais fraudadas

A ditadura de Nicolás Maduro libertou 13 pessoas das milhares de pessoas presas depois dos protestos contra as eleições presidenciais, fraudadas, realizadas em julho do ano passado na Venezuela. A informação foi divulgada neste domingo, 24, pelo Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, entidade dedicada à defesa dos direitos humanos e ao apoio a familiares de detentos.

Segundo dados repassados pelo comitê, ainda permanecem reclusos adolescentes, mulheres, sindicalistas, estudantes, ativistas e estrangeiros, além de pessoas com problemas de saúde mantidas na cadeia de Tocorón. A organização também relatou que mais de dez presos continuam isolados e sem contato em El Helicoide e El Rodeo.

A ditadura da Venezuela não reconheceu publicamente as recentes solturas e negou que opositores estejam encarcerados por motivos políticos. O regime de Maduro afirma que os presos fariam parte de “esquemas para desestabilizar o país”.

Presos políticos da Venezuela que foram libertos

Segundo as associações, a lista dos presos políticos da Venezuela que foram colocados em liberdade inclui Victor Jurado, Simon Vargas, Arelis Ojeda Escalante, Mayra Castro, Diana Berrío, Margarita Assenzo, Gorka Carnevalli, Américo de Grazia. Saíram da cadeia, mas estão em prisão domiciliar Nabil Maalouf, Valentin Gutierrez Pineda, Rafael Ramirez, Pedro Guanipa e David Barroso.

A filha de Américo Grazia, Andreina de Grazia, comemorou a liberdade do pai em uma postagem no Instagram.

Também está em liberdade o pré-candidato à Presidência Pedro Guanipa, de acordo com o relato de seu irmão Tomás Guanipa: “Ser familiar de presos políticos é outra forma de estar encarcerado”, afirmou Tomás, em postagem no X.

O irmão deles, Juan Pablo Guanipa, aliado da opositora María Corina Machado, continua preso desde maio.

Ex-governador e advogado, Henrique Capriles disse que “várias famílias estão abraçando novamente seus entes queridos. Sabemos que muitos ficaram, e não os esquecemos; continuamos lutando por todos”.

O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos contabilizou cerca de mil pessoas ainda detidas por motivos políticos. Já a organização Foro Penal registrou 815 presos relacionados à crise que se intensificou depois das eleições no país sul-americano.

*Fonte: Revista Oeste