Robin Westman, de 23 anos, matou duas crianças e feriu 17 antes de cometer suicídio
As investigações sobre o ataque em uma escola católica de Minneapolis, nos Estados Unidos, apontam Robin Westman, de 23 anos, como responsável pelo tiroteio que resultou na morte de duas crianças e deixou pelo menos 17 pessoas feridas na manhã desta quarta-feira, 27. Ex-aluna da instituição, a criminosa se identificava como uma mulher transgênero e morreu no local depois de atirar contra si mesma.
O crime aconteceu durante uma missa de retorno às aulas, por volta das 8h30 de quarta-feira, quando Robin Westman — originalmente Robert, conforme apuração do jornal The New York Post — atirou nas janelas de vitral da Igreja Católica da Anunciação. Ela portava um rifle, uma espingarda e uma pistola.
De acordo com a polícia, Robin publicou vídeos no YouTube horas antes do massacre. Nas gravações, exibiu um manifesto manuscrito com mensagens violentas, referências ao massacre de Sandy Hook (2012) e frases como “matar Donald Trump” e “pelas crianças” escritas em carregadores de armas.

Nas imagens, uma mão folheia um caderno vermelho sobre diagramas que parecem ser armas, enquanto escritos indecifráveis preenchem as páginas. Fumaça aparece ocasionalmente, e risadas maníacas podem ser ouvidas. Outros vídeos vinculados ao mesmo usuário mostram fascinação por atiradores em massa, inclusive Adam Lanza, responsável pelo massacre de Sandy Hook.
O documento revelava fantasias sobre atacar alunos da Escola da Anunciação, onde Robin estudou até 2017, além de mensagens de ódio a judeus e apoio à causa palestina. No ataque, Robin usou um fuzil semiautomático, uma espingarda e uma pistola — todas compradas legalmente. Segundo o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, a criminosa não possuía antecedentes criminais.
A mãe de Robin Westman, Mary Grace, trabalhou como secretária da escola até 2021, quando se aposentou, de acordo com uma publicação na conta oficial da instituição.

Atiradora escreveu suas intenções antes de atacar escola católica
De acordo com documentos judiciais, Robin pediu a mudança de nome no condado de Dakota, Minnesota, aos 17 anos de idade. A mudança foi concedida em janeiro de 2020. A petição dizia que ela “se identifica como mulher e quer que seu nome reflita essa identificação”.
Cinco anos depois, a criminosa teve novas reflexões. “Não quero me vestir de forma feminina o tempo todo, mas às vezes eu realmente gosto”, escreveu. “Sei que não sou mulher, mas definitivamente não me sinto como homem.”
No caderno encontrado pela polícia, Robin escreveu sobre a roupa que usaria no dia do tiroteio. “Eu realmente gosto da minha roupa. Estou bonita, inteligente e modesta. Acho que quero usar algo assim para o meu ataque.” Em uma página, há um adesivo da bandeira trans com a frase “Defenda a igualdade”, sobreposto por outro adesivo de um fuzil AK-47 preto.

O diário também especulava sobre atentados antissemitas, “Se eu fizer um ataque motivado por raça, seria provavelmente contra judeus sionistas imundos.” Robin chamou os judeus de “presunçosos” e “mão de vaca” e escreveu “Palestina livre!”. Outra página dizia “eu odeio o fascismo” e “também adoro quando crianças são baleadas, adoro ver crianças sendo despedaçadas.”
Robin também reclamou da imprensa e disse estar “cansada das manchetes”. “Eles só falam de pessoas negras morrendo e eu não me importo com elas”, diz o manuscrito. “Gosto de ouvir quando israelenses são mortos, mas não gostam de noticiar isso.”
As páginas do caderno incluem outras divagações violentas, segundo o The Post. “Tenho pensamentos sobre assassinato em massa há muito tempo. Estou muito dividida ao escrever este diário. Preciso colocar meus pensamentos no papel sem acabar em uma lista de vigilância haha!”

Robin Westman refletiu sobre um grande “ato final”, no qual queria atacar “um alvo de importância política ou social” antes de morrer. “Alvos como [Elon] Musk, Trump ou algum executivo importante.” Ela também afirmou sua motivação: “Não quero fazer isso para espalhar uma mensagem. Faço para me agradar. Faço porque estou doente.”
O diário também indica consciência de que o ataque à Escola da Anunciação terminaria em suicídio e se queixou de problemas de saúde. “Acho que posso ter problemas de próstata. Preciso urinar com muita frequência e estou farta disso. Mesmo que eu melhore, ainda quero morrer e matar muitas pessoas.”
*Fonte: Revista Oeste