Xi Jinping recebe Putin, Dilma e Kim Jong-un em evento estratégico na China

Encontro internacional em Tianjin antecede desfile militar e reúne lideranças de nove países

A cidade portuária de Tianjin, no norte da China, tornou-se neste fim de semana o centro das atenções globais. O regime chinês, de 31 de agosto a 1º de setembro, sedia a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), com a presença de líderes de nove países, entre eles Rússia, Índia, Irã e Cazaquistão.

O ditador Xi Jinping preside os trabalhos e recebe Vladimir Putin para uma série de reuniões bilaterais. Além do líder russo, também participam o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o líder do Irã, Ebrahim Raisi, e representantes de ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, como Uzbequistão, Tajiquistão e Bielorrússia.

A OCS se consolidou como um bloco de diálogo estratégico com interesses nas áreas de segurança, energia, transporte e relações multilaterais. Criada em 2001, a organização ganhou novos membros ao longo das últimas duas décadas e passou a se firmar como contraponto à influência ocidental em temas sensíveis da geopolítica global.

Em entrevista à agência chinesa Xinhua, Putin afirmou que espera reforçar os laços políticos com Pequim.

“Terei prazer em discutir detalhadamente com o presidente Xi Jinping todos os aspectos da agenda bilateral, incluindo a cooperação nas esferas política e de segurança, econômica e cultural-humanitária”, disse o chefe do Kremlin.

Além das sessões plenárias, a cúpula também reservou espaço para encontros paralelos entre os líderes. Temas regionais e disputas internacionais entram na pauta de discussões.

Cúpula com Putin antecede ato militar com líderes globais

A reunião da OCS antecede outro evento de peso. Trata-se do desfile militar marcado para celebrar os 80 anos da vitória chinesa sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial e da derrota do nazifascismo. A cerimônia, prevista para os próximos dias, contará com a presença de Putin e do ditador norte-coreano Kim Jong-un.

Também estará presente a ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Banco do Brics. Já o governo brasileiro será representado por Celso Amorim, assessor especial da Presidência.

O encontro ocorre num momento em que a China busca ampliar seu campo de alianças diante das tensões com os Estados Unidos. A Casa Branca, sob liderança de Donald Trump, travou uma guerra tarifária com países do bloco asiático e mantém posição crítica sobre a expansão da influência chinesa no mundo.

*Fonte: Revista Oeste