Flávio Bolsonaro rejeita ‘anistia meia-bomba’ sugerida por Alcolumbre

O presidente do Senado articula um texto alternativo que prevê apenas a redução das penas

Uma possível proposta de anistia para os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro de 2023 tem gerado impasse no Senado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rejeitou a ideia de um perdão parcial, como sugerido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e defendeu a ideia de que qualquer anistia precisa ser total e sem restrições.

“Não existe anistia meia-bomba”, afirmou Flávio Bolsonaro ao jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), nesta quarta-feira, 3. “Não tem outra alternativa a não ser uma anistia ampla, geral e irrestrita.”

O parlamentar também disse que buscou dialogar com Alcolumbre pela manhã, mas o presidente da Casa não o recebeu. Flávio Bolsonaro afirmou que pretende insistir no contato para discutir a proposta.

Alcolumbre articula um texto alternativo que prevê apenas a redução das penas para os condenados, não a extinção completa das punições.

Enquanto isso, senadores da oposição alegam não ter sido consultados sobre a iniciativa e prometem cobrar esclarecimentos do presidente da Casa sobre os próximos passos.

Discussão sobre alternativas de anistia

Mais cedo, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que o projeto de lei de anistia dos envolvidos no ato de 8 de Janeiro deve enfrentar “um jogo mais pesado” no Senado.

Apesar disso, o parlamentar confirma que a oposição já tem o número mínimo de 41 votos, com base nas assinaturas do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira, 2, o projeto da anistia ganhou força na Câmara depois da articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O líder do PT na Casa, deputado Lindbergh Farias (RJ), admitiu que o clima político mudou e que agora há “boa vontade” do centrão em relação ao texto.

*Fonte: Revista Oeste